O primeiro número de Butterfly Chronicles, o mais recente projeto de banda desenhada de João Mascarenhas, já se encontra disponível para download. Este primeiro episódio de um conjunto de 10 é gratuito. A periodicidade da série limitada é bimestral.

A protagonista deste neomanga é Hanako, uma estudante na Universidade de Biorrobótica que aparentemente tem como poder mágico tornar os desejos dos amigos realidade. Outra das suas características é gostar de heavy metal, incluindo a banda portuguesa Moonspell (tente-se descobrir nas imagens de antevisão onde se reconhece o vocalista Fernando Ribeiro). Outras personagens importantes são Manabu (Diretor do Departamento de Investigação e Pesquisa da Universidade, com grandes feitos a nível da biotecnologia), Tezuka (um vero connoisseur de manga), Kissy (um pinga-amor), Machai (piloto de robôs, campeão de Droidball) e Kuro-san (proprietário da Genoma Inc., que deseja comprar a patente da tecnologia com ADN desenvolvida por Manabu).

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Eis a sinopse:
A acção de Butterfly Chronicles passa-se num universo alternativo em que a investigação científica no domínio da robótica e da inteligência artificial estão prestes a entrar numa nova era, e irão alterar o modo como seres humanos e máquinas coexistem. É no seio deste novo mundo tecnológico que surge Hanako, uma jovem com um poder muito especial e cuja personalidade se começa a desenhar nesta primeira crónica. Butterfly Chronicles é uma banda desenhada de inspiração manga, estilo que tem conquistado grande popularidade sobretudo graças aos leitores de e-books e tablets de sete polegadas, que se adequam perfeitamente a este formato de banda desenhada.
O livro foi inclusivamente concebido pelo autor e a editora para permitir uma leitura confortável nos dispositivos Kindle, nos quais a leitura por vinheta é uma opção à leitura por prancha, em especial nos que dispõem de tinta eletrónica. Neste momento, estão disponíveis versões em PDF de alta resolução e em MOBI (o formato do Kindle da Amazon).
Tendo este projeto começado a se concretizar no início de 2011, João Mascarenhas adaptou com mestria o seu traço à linguagem do manga, no qual se notam influências de Jirō Taniguchi ou Naoki Urasawa. Após a criação de Hanako, o autor encontrou, por acaso, Helena Sousa, que dadas as similaridades físicas com a personagem condescendeu em ser a futura modelo da personagem, contribuindo para a linha mais realista e o traço mais dinâmico da obra. Outros conhecidos de Mascarenhas também serviram de modelo, incluindo alguns nomes familiares aos bedéfilos portugueses: Paulo Marques = Kissy (autor de BD e fundador do Grupo Entropia) , Pedro Bouça = Tesuka (selecionador e tradutor das histórias de BD da britânica 2000 AD, publicadas na revista Juiz Dredd, da editora brasileira Mythos) e Armando Guilherme = Manabu (arquiteto de interiores responsável pelo design da exposição Punk Redux no festival Internacional de BD da Amadora em 2010).
Veja-se ainda uma página colorida por Joana LaFuente:
Inovador no nosso país é, além da temática e da aposta no tablet, o modo como as restantes 9 crónicas serão vendidas, através do site da editora Qual Albatroz, que se adaptou deste modo aos novos modos de distribuição internacional de BD. Inclusivamente, além do português, é disponibilizado noutras línguas, como o japonês e o inglês, existindo a possibilidade de outras existirem, dependendo da reação do mercado. Pode-se descarregar a primeira crónica aqui.
Este primeiro capítulo intitula-se Hanako e centra-se na personagem homónima, numa sua visita a um borboletário. Apesar da ausência do contato com o papel e do diferente estilo adotado por João Mascarenhas, reencontramos o autor e a sua sensibilidade em cada vinheta, com a vertente poética a que nos habituou. Aposta-se que os leitores de O Menino Triste – bem como os demais – não ficarão desapontados, mas antes encantados!