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Neomanga para miúdas. Foi essa uma das apostas das Edições Asa em 2008. Uma das trilogias publicadas de manga shōjo foi uma série original da editora norte-americana Tokyopop, A Princesa Pêssego. Com uma protagonista de 9 anos e as suas duas amigas, não restavam muitas dúvidas a quem esta banda desenhada se dirigia. Critique-se ou não a escolha da Asa recair numa série desconhecida do público português, a verdade é que hoje faz inevitavelmente parte da história das poucas séries de manga editadas no nosso país.

Curiosamente, os autores Lindsay Cibos e Jared Hodges desenvolveram esta série após terem vencido um concurso promovido pela Tokyopop, o 2º Rising Stars of Manga, com uma versão bastante reduzida da mesma.

A série aborda os estereótipos dedicados ao género feminino nesta faixa etária – isto é, popularidade, moda, desenhos animados de princesas e póneis, escola, amizade entre meninas, meninos rufias e animais de estimação. É, precisamente, através da Pêssego, a furão-fêmea de Amanda – bem como dos demais furões das restantes amigas – que a série tem o seu quê de original, pois permite-nos visionar o mundo de acordo com as confabulações de cada um destes animais, sejam estas um reino, o mundo do espetáculo ou abduções alienígenas…

A história é infantil q.b. para poder ser apreciada por idades mais jovens (apesar de não se enquadrar no manga kodomomuke), desde que os pais leiam a mesma, enquanto as filhas (ou filhos) apreciam o manga.

nota: republicação revista do artigo publicado no 100mural, em 4 de junho de 2012.