Terminal Tower is already out. Its creative process between artist and writer is positioned outside the traditional comic book logic, in which there is a script to be adapted to sequential drawings. In this case, having the premise of a man secluded in a tower in a state of alert, the book was developed simultaneously by both authors.

With the tower as a starting point, Coelho developed some drawings from which narrative ideas were taken and potentiated new illustrations which, in their turn, ran the narrative indefiniteness, forming a creative spiral.

The book’s central theme is a delirium triggered by paranoia, without making clear if the engage of the tower’s mechanisms is real or if it lies in the mind of the isolated man, since nothing seems to work in this future ruin, in which references to the derelict worlds of Enki Bilal, J.G. Ballard (1930-2009) and Industrial music can be traced – it’s not by mere chance that both authors also collaborate in the musical project Sektor 304 .

To see a preview of the book, click here.

I define Inner Space as an imaginary realm in which on the one hand the outer world of reality, and on the other the inner world of the mind meet and merge. Now, in the landscapes of the surrealist painters, for example, one sees the regions of Inner Space; and increasingly I believe that we will encounter in film and literature scenes which are neither solely realistic nor fantastic. In a sense, it will be a movement in the interzone between both spheres – J.G. Ballard

O 16.º volume da Colecção CCC da Chili Com Carne, com lançamento oficial no X Festival Internacional de BD de Beja, já se encontra disponível. Aliás, os  originais de Terminal Tower terão direito a uma exposição patente no Festival.

Eis a sinopse:
Terminal Tower teve um processo criativo entre o artista e o escritor fora da lógica da banda desenhada – em que há um argumento para ser adaptado para desenho em sequência. Assim sendo, as ideias do livro foram sendo construídas em simultâneo pelos dois autores, tendo como premissa a de um homem isolado numa torre em estado de alerta. Partindo dessa torre, Coelho foi criando alguns desenhos que despoletaram ideias narrativas e que potenciaram outros desenhos que por sua vez geriam as indefinições das narrativas que rodeiam esse contexto, numa espiral criativa. A ideia central do livro é o delírio engatilhado pela paranóia, sem que se perceba se o despertar dos mecanismos da torre é real ou se existe apenas na cabeça do homem isolado na torre, pois nada parece funcionar, tudo parece uma ruína do futuro em que se cruzam referências decadentes aos universos de Enki Bilal, J.G. Ballard (1930-2009) e da música Industrial – não tivessem os dois autores ligados a esse tipo de música através do projecto Sektor 304.

Podem ser visionadas 39 páginas das 144 que compõem o volume aqui.

nota: as imagens foram gentilmente cedidas pela editora, as quais se agradecem e ilustram o texto.