Já são conhecidos os vencedores do World Press Cartoon 2015. O Grand Prix World Press Cartoon 2015, «Ébola» de André Carrilho, é um cartoon que virou fenómeno e objecto de estudo. Publicado no «Diário de Notícias» de Lisboa, é uma obra que, como muitos outros grandes cartoons, atinge o leitor com toda a violência. Porque não expõe apenas o problema de uma doença devastadora, mas sobretudo denuncia a dualidade de critérios da imprensa europeia e norte-americana perante a origem das vítimas. «As pessoas no continente africano são mais consideradas como estatística abstracta do que um paciente nos EUA ou na Europa», declarou o autor a propósito desta sua obra ao jornal online norte-americano MIC. «Quantas histórias individualizadas conhecemos nós sobre quaisquer pacientes africanos? Nenhuma. São tratados como uma multidão indistinta». O cartoon viria a ser publicado por muitos outros jornais em todo o mundo e tornou-se viral nas redes sociais. Alertou jornalistas, jornais e os seus leitores para as fragilidades das coberturas só aparentemente equilibradas dos grandes temas da actualidade e reacendeu o debate sobre a natureza do retrato do andamento do mundo que a imprensa deixa para a posteridade.

Os portugueses Catarina Sampaio na categoria de cartoon editorial (novamente a temática do ébola) e Santiagu na categoria caricatura (dedicada a Eça de Queiroz) foram distinguidos com menções honrosas.

Eis a listagem completa dos palmarés: Pode visualizar todos os cartoons galardoados aqui.