Sete meses após o lançamento do primeiro número, o qual fez furor entre os leitores de Tex, surge o segundo número da Revista do Clube Tex Portugal, desta vez com direito a optar entre a capa oficial e uma alternativa, ambas da autoria de Fabio Civitelli. Outra novidade é o aumento do número de páginas, que totalizam agora as 48.

Eis a sinopse do Clube:
Junho marca o regresso da revista do Clube Tex Portugal, um projeto feito por sócios e não só, dirigido a todos os texianos e apreciadores da banda desenhada, focando os mais variados temas em redor de Tex e do western em geral. Este segundo número traz mais páginas, passando de 32 a 48, publica mais artigos, dá as boas vindas a novos colaboradores e apresenta duas versões para a sua capa. Na realidade, porque pretendemos homenagear os 30 anos de Civitelli a desenhar Tex, contactámos com o autor para a escolha de uma capa. Apesar de absorvido pelo trabalho, Civitelli respondeu prontamente às nossas solicitações, com informações, sugestões e com o envio de desenhos e imagens. A escolha foi difícil perante tamanha qualidade. Optámos por fazer a revista com duas capas diferentes, uma a preto e branco e outra a cores, tendo a colorização desta sido feita pelo Maurício Amaral da Mythos, com elogios do próprio Civitelli. E é devido a essas 3 décadas cavalgando com Tex que abrimos este número com Fabio Civitelli. O artigo é do Mário João Marques, mas facilmente poderia ser assinado por baixo por qualquer leitor de BD. Três décadas a desenhar Tex (e não só, como poderemos ler no artigo) é obra! Regressam os textos do José Carlos Francisco (que nos fala do filme de Tex Willer), do Sérgio Sousa (que receia alguma perda de identidade de Tex, em função das atuais alterações editoriais e da vasta equipa de desenhadores e argumentistas), do Jorge Magalhães (que homenageia Vítor Péon, um dos grandes desenhadores portugueses, cuja paixão pelo western levou-o a criar, entre outras personagens, Texas Moore, um parente português de Tex Willer, curiosamente nascido apenas um ano antes e que também tinha um amigo chamado… Kit Carson), do Pedro Cleto (que analisa a aventura A volta de Morisco), do Júlio Schneider (que evidencia alguns erros que escaparam às revisões editoriais), do Jorge Machado-Dias (que escreve sobre o verdadeiro e histórico Kit Carson), assim como reportagens do jantar de apresentação da revista nº 1 e da 2ª Mostra da Anadia, onde estiveram presentes os desenhadores Stefano Biglia e Pasquale Frisenda, e onde a Polvo apresentou Patagónia, a primeira vez que uma editora portuguesa lança uma aventura de Tex Willer. Estreamos novos colaboradores. O Rui Cunha, por exemplo, escreve sobre Blueberry, outro grande herói da BD europeia, mas não se esqueceu aqui e ali de ir aludindo ao nosso querido ranger. O Carlos Gonçalves, com vasta experiência na crítica e divulgação da banda desenhada, homenageia os quase 70 anos de Tex Willer e como nasceu a sua admiração por esta personagem. E estreiam-se também dois nomes conceituados em Itália. Italo Marucci, conhecido crítico e ensaísta de Tex, e Moreno Burattini, para além de também crítico e ensaísta, é “apenas” um dos mais conceituados argumentistas da BD italiana. Zagor e Tex, cuja rivalidade saudável tão bem retrata no seu artigo, são duas das grandes personagens para quem já teve a honra de escrever. Mas em matéria de estreias não ficamos por aqui, porque o António Lança Guerreiro quis oferecer a todos um pouco da sua paixão pelo desenho e por Tex, deixando neste número um magnífico trabalho. E não esquecemos os desenhos exclusivos de autores de Tex, desta vez de Lucio Filippucci e Corrado Mastantuono, que desde o início responderam afirmativamente ao pedido por nós formulado. Também Andrea Venturi não quis faltar à chamada, enviando o esboço de uma prancha da sua próxima aventura, onde julgamos que se encontra bem patente a enorme qualidade deste desenhador. Acreditamos ter feito uma boa revista, mas a palavra final será dada por todos os leitores.