Após 9 anos, republicamos a segunda parte do artigo do espanhol Jesús Castillo Vidal A banda desenhada como apoio à literatura infantil e juvenil para a iniciação e promoção da leitura. Recomenda-se que se inicie a leitura pela primeira parte e colocamos aos leitores a mesma questão quanto à pertinência do artigo na atual conjuntura. Mais uma vez, atualizamos todos os links.

Texto: Jesús Castillo Vidal  |  Tradução do castelhano: Adalberto Barreto

Parte II

Etapa infantil (5, 10, 12 anos)
Hoje em dia, poderíamos dizer, sem medo de nos enganarmos, que praticamente não existe uma produção de banda desenhada destinada ao público infantil. Contudo, como iremos ver ao longo do texto, o problema não é que as crianças não gostem de ler banda desenhada, o problema é que não têm quase nada para ler. É também certo que, de acordo com uma atitude de vítima, se comenta continuadamente que os jogos de vídeo vieram destronar a banda desenhada da sua posição central como recurso de entretenimento e ócio das crianças. Mas também é certo que o sucesso massivo de que desfrutam hoje dia os jogos de vídeo é muito posterior ao esquecimento que o mundo da banda desenhada deixou os mais pequenos. Não é uma questão de, mais uma vez, atirar as culpas aos outros. Pelo contrário, é necessário analisar o que se fez de errado neste trabalho de promoção da BD, para corrigir as más opções e tentar reproduzir os sucessos que os outros meios tiveram na hora de evoluir e de se estabelecerem como a grande opção.

Regressando à leitura, o romance infantil e juvenil (sobretudo o sempre eterno conto ilustrado) veio nos últimos anos representar também um papel importante no trabalho de desenvolvimento educativo dos menores (favorecido, sem dúvida, pelo efeito Harry Potter). Ainda que desperte presentemente certos receios em alguns contextos, não há dúvida que a literatura infantil está a ganhar terreno muito rapidamente. E o que tem feito o mercado da BD para apresentar os seus trunfos a pais e educadores? Não tem feito praticamente nada: mas continua empenhado em encontrar as causas do problema em ambientes externos. O que não se deve fazer, no nosso ponto de vista, é tentar defender um meio, atacando outro, como tem feito um dos melhores argumentistas de banda desenhada espanhol, Felipe Hernandez Cava, quando afirma que «o enraizar, nas duas últimas décadas, da literatura infantil e juvenil como primeira leitura» é uma das principais razões responsáveis pelo abandono da banda desenhada por parte das crianças. E cremos que esta afirmação está errada por vários motivos:

Muitos desenhadores de BD encontram na ilustração destas obras uma alternativa para uma situação laboral de crise (Alejo, 2003), para além de ser um campo distinto, onde podem desenvolver as suas qualidades artísticas. Contudo, o que não partilhamos são ideias do tipo «deveria rever-se a lei do Direito de Autor para que não se permita que o escritor de uma série de tolices receba uma percentagem muito maior que o desenhador, que na maioria das vezes, conferiu a essa obra alguma decência, senão mesmo magnificência com o fruto do seu trabalho» (Hernández Cava). São comentários desta natureza que os amantes da banda desenhada não gostam de ouvir em relação ao meio e, portanto, não os devem também fazer contra nenhuma outra manifestação cultural, já que estaríamos a incorrer na mesma atitude preconceituosa, que criticamos, em relação a quem diz o mesmo da banda desenhada.

É pois necessário defender a BD, as suas vantagens e características –  inclusivamente, assumindo os seus inconvenientes e limitações -, mas sem tentar desprestigiar a literatura infantil que, quer gostemos quer não, se constituiu como o veículo principal de promoção da leitura entre as crianças. Insistir nesse caminho é travar uma guerra que nunca poderá ser ganha.

Mas ainda há mais uma razão. Esta é talvez a mais importante, não só porque identifica a verdadeira realidade, como também porque demonstra que a renúncia à leitura de banda desenhada em idades mais pequenas é um fenómeno à escala global: «as crianças não abandonaram a banda desenhada; a banda desenhada, na sua tentativa de adquirir respeitabilidade e estatuto artístico superior, abandonou as crianças». Estas palavras foram escritas por Michael Chabon, autor de banda desenhada norte-americano num dos eventos mundiais mais importantes, a Comic-Con de São Diego, no ano de 2005.

Este triste processo explicado tão bem por Chabon (e em tão poucas palavras) não se produziu de um dia para outro; durou vários anos e, na realidade, começou na década de 70, mas foi sobretudo nos anos 80 que se assumiu definitivamente o chamado boom da banda desenhada adulta. Foi a partir desses anos que se deu início a uma evolução da banda desenhada em busca da consideração cultural, desenvolvendo a excelência artística que trouxesse o seu reconhecimento como manifestação artística adulta, deixando de lado um rico passado, baseado sobretudo no público infantil e juvenil. As consequências dessa tendência não podem ser piores: na verdade, não só não se conseguiu esse reconhecimento social (por mais que nos empenhemos, a presença da banda desenhada nos meios de comunicação resulta mais da presença pontual de amantes da BD no seu seio, do que de um reconhecimento efectivo) como ainda se perdeu (esperemos que não definitivamente) o filão de jovens leitores de BD.

Certamente, não se trata de uma situação que tenha sido procurada deliberadamente, nem é uma consequência previsível, mas, na realidade, a situação que vivemos hoje é fruto das opções realizadas nos anos anteriores. O mais preocupante é que Chabon, sendo americano, fez esta afirmação a pensar no mercado norte-americano, sem dúvida muito diferente do nosso, mas que apresenta, em certa medida, um comportamento similar. De qualquer forma, não podemos unicamente atribuir a esta procura de maturidade todos os problemas que hoje em dia enfrenta o mundo da banda desenhada. São várias as causas que provocaram a crise que parece durar desde sempre e é impossível de superar. Nas duas últimas semanas, dois populares blogues apresentaram-nos duas visões complementares do que aconteceu em Espanha.

Ambos os textos, verdadeiramente interessantes, estão baseados nas recordações de duas pessoas relevantes no contexto da banda desenhada espanhola e mostram a forma como o sector evoluiu, proporcionando-nos algumas chaves:

  • O crítico Álvaro Pons, no seu blogue La cárcel de papel, mostra-nos em jeito de reflexão pessoal o caminho percorrido pela banda desenhada nas últimas 3 décadas. Entradas: 1, 2, 3 e 4.

  • Rafael Marín, entre outras coisas, escritor e argumentista de banda desenhada, regala-nos no seu blogue Crisei, com os capítulos de um livro (não está publicado em papel) onde se contam os últimos 40 anos da banda desenhada em Espanha. Entradas: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, e 12.

No entanto, o grande paradoxo é que existe um mercado potencialmente grande, como testemunha o sucesso das poucas revistas de banda desenhada orientadas para o público infantil: W.I.T.C.H., Dibus e Mister K , são apenas um exemplo em como a venda nos quiosques (que foi praticamente esquecida pelo mercado banda desenhada) pode ser uma tribuna interessante para a promoção e oferta em perfeita sintonia com a procura do leitor final. O problema é que nem sempre o produto se acomoda ao gosto do leitor e se oferecem materiais pensados e desenhados mais dirigidos ao gosto do coleccionador nostálgico, fazendo com que no final o produto se encareça e seja vendido em livrarias especializadas com uma rede de distribuição menor.

Recursos de utilidade:
– Sol (Servicio de Orientación a la Lectura)**. A partir da sua opção de consulta, pode-se restringir a pesquisa à banda desenhada de forma específica.
– Centro de Documentación Artur Martorell. Radicado em Barcelona, oferece todo o tipo de serviços relacionados com a literatura infantil e juvenil, prestando uma atenção especial à banda desenhada. A partir do seu endereço electrónico, podem-se consultar os catálogos em linha, o que o converte num centro de referência obrigatório em Espanha.
– Imaginaria. É uma revista argentina de periodicidade quinzenal onde, entre outras coisas, se podem consultar artigos e recomendações sobre banda desenhada. Possui um serviço de alertas de novidades.

Etapa juvenil (10 / 12 – 16 / 18 anos)
Nesta etapa, o panorama não é tão desolador, encontrando-se uma oferta bastante ampla no mercado para este tipo de público: desde a mangá aos super-heróis, passando pela banda desenhada de origem europeia. Neste grupo, encontramo-nos com os clássicos da BD (sobretudo europeia) como o Astérix, Lucky Luke, Tintin, Mortadela e Salamão, Zipi y Zape, etc., os quais são continuadamente reeditados pelas editoras e que é possível encontrar em diversos formatos (o grande calcanhar de Aquiles da banda desenhada de super-heróis é o facto de ser editada, quase sempre, em formatos frágeis, de pouca duração e pouco práticos), todos muito apropriados para marcar presença nas bibliotecas e que são válidos para todo o conjunto de leitores infanto-juvenis propostos. O problema é que, quando chega a hora das recomendações, recorremos sempre às mesmas colecções, como se não existissem novas gerações de leitores. De qualquer modo, neste ponto, é necessário fazer uma menção especial à colocação à venda de algumas destas obras por parte da Planeta de Agostini (na sua secção de banda desenhada) de forma directa em quiosques, permitindo a aquisição de algumas colecções que estavam praticamente esgotadas no mercado.

Nestas idades, a biblioteca escolar e a biblioteca pública devem juntar esforços para conseguir desenvolver no jovem adolescente um saudável hábito de leitura, constituindo um nexo de ligação à literatura infantil, oferecendo-lhe materiais de acordo com a sua nova idade. Este, sem dúvida, é um período importante na formação da pessoa em que se produz a primeira aproximação séria à “cultura” e que pode marcar de forma irreversível o caminho a seguir no futuro, pelo que os passos a seguir são importantes. Assim, para além das colecções já mencionadas, devem procurar-se os títulos e as colecções mais apropriadas para que esse tempo de ócio se converta também em tempo de descobertas, que permita a passagem a leituras mais complexas em todos os sentidos, deixando de lado (se assim o desejar, como é óbvio) a literatura infantil propriamente dita. Sem qualquer espécie de dúvida, esta é uma etapa crítica no processo educativo.

Provavelmente, uma das características mais significativas resulta do facto de que através da leitura de uma obra de BD se possam extrair significados distintos (Texeidor). Um exemplo simples: se dermos a uma criança de 10-12 anos a BD A volta à Gália, ela lerá certamente uma divertida aventura em que o Astérix percorre toda a França (se por acaso já souber que na época romana se chamava Gália) para ganhar uma aposta aos romanos. Contudo, um adolescente pode descobrir por si próprio que, na realidade, os autores estão a brincar com as características, os estereótipos e os costumes das diferentes regiões que compõem o país. É quase um catálogo etnográfico. Com este exemplo, podemos observar claramente como a distinção entre banda desenhada infantil e juvenil nem sempre é clara, já que existem obras, como vimos, idóneas para ambas as etapas.

Para além disso, poderíamos ainda afirmar que a etapa juvenil se pode ainda subdividir noutras duas fases: uma primeira, inicial, que funciona como transição da infância e outra, posterior, que fará a união com a maturidade intelectual. Tanto num caso como no outro, a oferta de banda desenhada é bastante ampla e para além das suas inegáveis capacidades como recurso de ócio, pode também ser interessante utilizá-la como um recurso educativo adicional nas salas de aula, como sucede em alguns casos com a projecção filmes, como nos exemplos seguintes:

  • O conhecimento de acontecimentos reais, quer sejam históricos ou de actualidade: autores como Joe Sacc, com as suas obras dedicadas aos conflitos palestiniano e jugoslavo, Marjane Satrapi, recolhendo o mundo feminino no hermético contexto social iraniano, Spiegelman com a sua arqui-conhecida obra Maus, que mostra o périplo de uma família judaica durante a II Guerra Mundial, são apenas alguns exemplos de obras que podem ser muito úteis no processo de aquisição de maturidade de uma pessoa.

– Banda desenhada histórica propriamente dita ou de ambientação histórica pode também servir de aproximação apaixonante ao mundo da história pela criança. De facto, são inumeráveis os casos de banda desenhada que recolhem eventos históricos locais, publicados por organismos oficiais (história de uma província, região, município, etc.). Quanto à banda desenhada de ambientação histórica (tanto aquelas que recolhem factos reais, como de ficção) são muito úteis, uma vez que normalmente levam a cabo um importante trabalho de documentação e nos apresentam um autêntico catálogo visual arquitectónico, bem como dos usos e costumes de épocas passadas. São, sem dúvida alguma, o complemento prático ideal para compreensão das aulas teóricas.

– Adaptações literárias: a transposição para outro meio diferente do meio original é algo frequente em todas as manifestações culturais: da literatura ao cinema (a mais comum), do cinema à literatura, da banda desenhada ao grande ecrã e, como não poderia deixar de ser, da literatura à banda desenhada. Como em qualquer outro caso, neste processo produz-se uma importante e inevitável perda de informação (o que Garcia Jiménez chama de “transfer narrativo”), mas isso não constitui problema para que a banda desenhada se transforme na porta de entrada principal dos mais jovens ao mundo da literatura. Ainda que essa adaptação não deva unicamente ser vista como uma «aproximação juvenil à literatura», uma vez que na história da banda desenhada se verificaram também muitos casos de adaptações destinadas a um público mais maduro, mais adulto.

Recursos de utilidade:
– Na hora da selecção de banda desenhada, é possível aceder aos catálogos em linha das editoras presentes em “Otras secciones”, ou informações sobre outros autores e resenhas em “Recursos para el catalogador” do portal @bsysnet ***. Em qualquer desses links, acedemos a recursos de informação que podem ser práticos para o bibliotecário ou profissional da educação.
– Sobre a banda desenhada na sala de aula, é possível utilizar (desde que devidamente traduzida e adaptada) os materiais que a NACAE (The National Association of Comic Art Educators) apresenta na sua página web ****.

Etapa adulta (16-18 anos adiante)
Ao aproximarmo-nos da banda desenhada adulta, devemos fazê-lo deixando de lado todo o tipo de preconceitos em relação a ela, e que, de uma forma definitiva, se expandiu a todo o médium. O que queremos dizer é que não se pode equiparar a banda desenhada adulta com obras de carácter pornográfico ou erótico. São duas formas diferentes de catalogar e classificar. Uma baseada no público a que se dirige, tendo em conta a sua maturidade intelectual e cultural, e outra dependendo do género, da natureza do relato. Uma banda desenhada erótica estará sempre destinada aos adultos, contudo nem tudo o que é para adultos se pode denominar como erótico. Por outro lado, também não podemos incorrer no erro de, à medida que a escala das idades vai crescendo (infantil – juvenil – adulto), as obras irem ficando para trás. É evidente que um leitor adulto pode desfrutar tanto ou mais prazer nas obras de banda desenhada infanto-juvenis (de facto, é isso o que ocorre).

De qualquer forma, há que dizer que, na maioria dos casos, uma pessoa adulta que tenha chegado à maturidade cultural e pessoal, dificilmente se converterá em leitor de banda desenhada se não tiver por trás um background de leitura de BD. A razão é óbvia: é necessário um processo de aprendizagem dos códigos da sintaxe própria da banda desenhada (Castillo), como:

  • Os elementos narrativos: alguns deles próprios, como a utilização tão característica da elipse entre vinhetas.
  • O texto: como elemento essencial, mas não indispensável, para a transmissão da mensagem, a importância do balão como um dos elementos de transmissão da mensagem, que mais ainda nos informa sobre o modo como a devemos entender (pensamento, diálogo, grito, chamada telefónica, etc.), a utilização de onomatopeias para identificar os sons, etc.

O sentido da leitura oriental na BD (Fonte: Wikipedia)
  • A imagem como elemento predominante e a sua relação com o texto é algo básico, como já comentámos na primeira parte deste texto: «É muito habitual encontrarmo-nos com pessoas adultas que, ao enfrentarem-se pela primeira vez com a banda desenhada, não se sentem muito cómodas a lê-la: O que se lê primeiro, a imagem ou o texto? Perguntam.» Aprender esse mecanismo transforma-se em algo essencial.E há mais, quando se produz uma variação importante nesse processo sistematicamente aprendido, ocorre também uma reacção adversa ao meio: desde a publicação da primeira mangá em Espanha com o sentido de leitura oriental (da direita para a esquerda) que muitas têm sido as pessoas a decidir não os ler, uma vez que se sentiam desconfortáveis perante a nova forma de ler a obra, já que se inverte a ordem da leitura, não do texto, evidentemente, mas da própria estrutura obra > página > vinheta > imagem – texto. Por outro lado, compreender o espectro icónico pelo qual se pode mover o uso da imagem e como tal afecta a compreensão da narrativa, também é crucial. Principalmente, há que ter em conta que um desenho simples não implica necessariamente também uma simplicidade criativa ou narrativa.

Conclusões:
Os problemas que rodeiam a banda desenhada são inumeráveis. Uns são criados dentro do seu próprio contexto e outros são impostos de fora. Devido à grande quantidade de preconceitos que podemos encontrar tanto no mundo da cultura como na educação, é especialmente interessante levar a cabo uma boa selecção de obras, tendo em conta a idade do público a que nos queremos dirigir. Uma má selecção pode causar um retrocesso ainda maior nos esforços realizados na promoção da leitura de banda desenhada. Estes problemas de integração da banda desenhada no ambiente cultural parecem já inatos, apesar de ser um bom meio para dar início à prática da leitura, e por conseguinte, para nos aproximarmos da BD é necessário ter em conta algumas questões:

  • Contexto doméstico:
  • Ainda que, como tenhamos visto, a banda desenhada possa complementar, sem complexos, a literatura infantil como primeira aproximação à leitura, nem sempre é fácil aceder à BD. Fora do âmbito das bibliotecas e dos centros educativos, onde os canais de distribuição seguem a sua própria inércia, nos últimos anos foi-se assistindo a um desvio da venda ao público para as livrarias especializadas, o que não tem favorecido em nada a sua difusão ao grande público, retirando ao quiosque a atribuição de lugar de venda habitual, onde a banda desenhada fica mal na estante. No entanto, o sucesso de revistas de carácter infantil já referidas neste artigo, assim como as vendas assinaláveis de colecções aproveitando a “boleia” comercial das adaptações cinematográficas da banda desenhada, são a demonstração que ainda existe um público que não tem que ser o leitor habitual e que espera que este tipo de produtos continue a ser vendido de forma habitual nos quiosques. Neste caso, as grandes superfícies podem resultar também como um canal de vendas importante para estes produtos, algo que já parecem ter compreendido tanto as editoras como as distribuidoras, sobretudo no campo da banda desenhada infantil e juvenil.
  • Por outro lado, é um produto cujo preço final pode ser também um obstáculo, tendo em conta que, comparado com outros materiais destinados ao ócio, o seu preço é pouco atractivo para as crianças.
  • Contexto bibliotecário:
    • Existem poucas ferramentas que ajudem nesta tarefa selectiva de classificação, produzindo-se inumeráveis erros e confusões. As bibliotecas, como fazem com outros meios, como o cinema ou a literatura, devem prestar uma especial atenção à catalogação correcta do fundo documental de banda desenhada, que, por si, já está habitualmente maltratado nos nossos OPAC (Online Public Access Catalog), de forma a oferecer aos educadores informação referencial útil para o desempenho do seu trabalho. Para evitar este tipo de erros, poder-se-iam utilizar uma série de fontes de informação disponíveis na Internet, nomeadamente:
    • A banda desenhada pode ser utilizada a partir de dois pontos de vista complementares: recorrendo à obra já impressa presente no mercado para ilustrar as aulas teóricas, tal como se comentou anteriormente; ou recorrendo à criação plástica, devido a sua facilidade de criação: nestes casos são apenas necessários papel e lápis. As obras-primas virão por si próprias com o tempo.

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Originalmente publicado em castelhano em @bsysnet **.