Após o nosso colaborador polaco Jakub Jankowski ter analisado o recente sucesso dos arqueiros da banda desenhada mainstream norte-americana, quer no caso da transmedialização televisiva do Arqueiro Verde, quer no caso da quarta série de banda desenhada do Gavião Arqueiro, os leitores portugueses têm agora a oportunidade de ler o primeiro tomo da elogiada série de Fraction e Aja.

Trata-se da primeira vez que esta banda desenhada é apresentada em português no nosso país, uma vez que as revistas brasileiras onde a mesma foi publicada não foram exportadas para Portugal.

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Eis a sinopse da editora:
Ele é membro dos Heróis Mais Poderosos do Mundo, mas Clint Barton – o Gavião Arqueiro – nem sempre está de uniforme. Matt Fraction, uma das revelações dos comics americanos, mostra-nos as aventuras do Gavião quando ele não está a ser um super-herói, quando não está a salvar o mundo de conspirações temíveis ou ameaças alienígenas. Este não é o Gavião Arqueiro dos Vingadores! É Clint Barton nas ruas de Brooklyn, a braços com a máfia russa, as suas aventuras amorosas e os seus vizinhos e… inquilinos! Nunca soube tão bem roubar aos ricos e maldosos para dar aos pobres, mas Clint Barton terá de saber distinguir o que um Vingador pode fazer, daquilo que um simples aventureiro pode ousar.
Depois da Viúva Negra, no vol. 4 e do Homem-Formiga, no vol. 8, o último poderoso herói da Marvel a ter honras de estreia nesta colecção, é o Gavião Arqueiro, protagonista do décimo terceiro volume da série. E é um Gavião especial o que aqui apresentamos, já que se trata de um dos mais premiados livros da Marvel destes últimos tempos, uma história de super-heróis não tão supers assim, com sabor a comic independente, quer na escrita, quer na arte, e que se revelará certamente como uma agradável surpresa para os leitores portugueses.
Criado por Stan Lee e Don Heck em 1964, Clint Barton, o Gavião Arqueiro começou por ser um vilão, mas rapidamente se tornou num dos mais antigos membros dos Vingadores, compensando a sua ausência de super-poderes, com uma pontaria infalível com o arco e flecha. Personagem relativamente secundário, o Gavião Arqueiro era quase desconhecido do grande público até à sua fulgurante aparição nos filmes dos Vingadores, com tanto sucesso que, tal como aconteceu com a Viúva Negra, contribuiu para aumentar exponencialmente a sua popularidade junto dos leitores da Marvel – para além de lhe garantir um novo uniforme, bastante mais conseguido do que o original… Mas um dos maiores méritos dos filmes foi mesmo ter possibilitado o aparecimento da série a solo do arqueiro da Marvel, cujos primeiros seis números estão incluídos neste volume. Escrita por Matt Fraction, autor que assinou também o argumento do volume anterior, dedicado ao Poderoso Thor, e desenhada principalmente pelo espanhol David Aja – que cede o lugar ao também espanhol Javier Pulido durante dois números, para uma história de espionagem na melhor tradição dos filmes de James Bond – a série centra-se bem mais no homem, Clint Barton, a braços com os seus problemas como senhorio de um prédio pretendido pela máfia russa, do que no herói, o Gavião Arqueiro, que praticamente não usa aqui o uniforme. Um aspecto que evoca o clássico Demolidor: Renascido, de Frank Miller e David Mazzucchelli, do mesmo modo que o trabalho gráfico de Aja se aproxima do estilo de Mazzucchelli. A grande diferença entre estas duas sagas está no tom da narrativa, uma diferença dada pela leveza e pelo humor dos diálogos de Fraction, que contrasta com o dramatismo da escrita de Frank Miller.
A série Hawkeye de Fraction e Aja terminou no Verão de 2015, ao fim de 24 números. Venceu inúmeros prémios: Eisners para Melhor Desenho e Melhor Capa (2013), Melhor Capa e Melhor Número Único (2014); e os Harveys para Melhor Capa (2013) e Melhor Número Único (2014). Bem desenhado, melhor escrito e narrado de forma tão eficaz como inovadora, o Gavião Arqueiro de Fraction é um dos mais interessantes títulos da Marvel dos últimos anos e, naturalmente, um livro absolutamente a não perder.

Gavião Arqueiro: Quem pelo Arco Vive
152 páginas a cores, formato comic, capa dura.