Aos nomes que já anunciámos na área da banda desenhada e ilustração quanto aos convidados para a Comic Con Portugal 2015, adicionam-se agora os de Yves Sente e Iouri Jigonouv, autores de quem recentemente os portugueses puderam ler a nova série de XIII.

Yves Sente descobre “Tintim no Congo” aos 6 anos e “A Marca Amarela” aos 11. Apesar dos estudos lhe darem a oportunidade para criar as histórias de algumas pranchas, enquanto amador, acaba por seguir o caminho do Direito numa primeira fase, mas nunca pôs inteiramente de parte a banda desenhada.
Obtendo o diploma de secundário da American High School de Chicago e tendo-se licenciado em Relações Públicas e Internacionais, arranjou tempo, mesmo assim, para publicar alguns desenhos no Wall Street Journal Europe. É uma abordagem multifacetada, que acaba por conciliar naturalmente quando, em 1991, se torna chefe de redação das várias revistas da editora Lombard.
Em 1992, é nomeado diretor de edição e dá início a uma renovação profunda, que coloca o editor no lugar cimeiro da profissão. Mas não abandonou as suas aspirações artísticas e, em 1997, em anonimato, entrega à editora Dargaud uma história de Blake e Mortimer, que se tornará “A Conspiração Voronov”. Continua com as duas atividades durante algum tempo, criando histórias para artistas de renome como Boucq (”Janitor”) ou Rosinski (La Vengeance du Comte Skarbek” e ainda “Thorgal”). Por fim, opta por se dedicar inteiramente à escrita. Cria com Giulio De Vita, a série à volta de “Kriss de Valnor”, a primeira personagem a ser reconhecida em “Mundos de Thorgal”, e ambos têm a ambição de enriquecer a série de origem propondo técnicas de diálogos modernas.
Entre “Thorgal”, “Blake e Mortimer” e “XIII”, não é de todo incorreto dizer que Yves Sente é, hoje em dia, um depositário de uma parte considerável e significante do património franco-belga.

Nascido em Moscovo, em 1967, Yuri Jigunov contorna a censura graças a um amigo da família que lhe dá alguns exemplares do jornal “Tintim” e é onde encontra a inspiração para a sua profissão futura. Após ter passado alguns anos a desenhar para um estúdio moscovita, ele aproveita uma viagem ao Ocidente para ir bater à porta da Lombard, obviamente, com “As Cartas de Krivtsov”, um one-shot realizado integralmente por ele. Yves Sente, na altura diretor de edição, encantou-se e aceitou editar o projeto. Melhor ainda, apresentou-lhe Pascal Renard, que estava a trabalhar nos primeiros tomos de uma série de espionagem, “Alpha”, que se desenrolava na Rússia. Realista, elegante e eficiente, os desenhos de Jigounov põem-no nas bocas do mundo que, em pouco tempo, o colocam entre os grandes nomes do futuro da “Nona Arte”. Atualmente, após ter colocado em imagens oito álbuns projetados por Mythic, está a desenvolver ele mesmo a história do 11º tomo desta série que se tornou uma das mais vendidas da coleção “Troisième Vague” da Lombard.

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