27amadorabd2016_cartaz_webO festival internacional de banda desenhada Amadora BD 2016 realiza-se entre 21 de outubro e 6 de novembro. Divulgamos as exposições que estarão patentes no Fórum Luís de Camões, sito na Brandoa.

EXPOSIÇÃO CENTRAL: O ESPAÇO E O TEMPO NA BD
Comissários: Eduardo Corte-Real, Susana Oliveira e José Neves
Cenografia: Henrique Ralheta, Paula Dona e Aprígio Morgado
O Tema da Exposição Central da edição de 2016 procura explorar o conceito de Espaço e Tempo na BD na sua relação com as outras artes; especialmente a arquitetura, onde existe um primado do Espaço, com desenhos, modelos e construções; e o Cinema, onde existe o primado do Tempo, com o tempo da filmagem e especialmente o tempo da projeção a determinar o tempo da narrativa.

LUCKY LUKE – 70 ANOS
Comissário: Pedro Mota
Cenografia: Sofia Mota e Carlos Farinha
A Amadora BD, em associação com o Clube Português de Banda Desenhada, não podia deixar de se associar à celebração dos 70 anos de Lucky Luke, já que Morris foi o primeiro convidado internacional do AmadoraBD (logo na 1ª edição em 1990) e, consequentemente, teve uma importância decisiva na internacionalização e credibilização do evento. Regressou ao festival na edição de 1992, ano em que recebeu o Troféu Honra, a maior distinção da banda desenhada portuguesa. O aniversário é ainda assinalado pelo lançamento mundial de uma nova aventura de Lucky Luke, “A Terra Prometida” (ed. Asa/Leya), com autoria de Achdé e Jul.

DEMOCRACIA (ed. Bertrand)
de Alecos Papadatos e Abraham Kawa
Cenografia: David Rosado
Exposição sobre o álbum “Democracia” (ed. Bertrand), que conta uma história cativante, com base nas fontes históricas clássicas, sobre as origens da democracia – que tem muito a ensinar-nos sobre o seu futuro.
Alecos Papadatos e Annie DiDonna são os responsáveis pelo livro Logicomix, o bestseller mundial que contava a história de Bertrand Russell, iluminando, ao mesmo tempo, parte considerável da história da Matemática e da Filosofia. Agora, juntamente com Abraham Kawa, assinam esta longa narrativa sobre a criação do sistema democrático numa Atenas dominada pela corrupção, há 2500 anos. Herança da qual descendemos, a democracia é aqui contada com rigor, lembrando a urgência de não a deixar desaparecer.

TEX E A BD DE PASQUALE FRISENDA (Polvo Editora)
Cenografia: Rui Mecha
Notável desenhador da Sergio Bonelli Editore (Itália), Pasquale Frisenda (Milão, 1970) debuta em “Ken Parker”, seguindo-se-lhe “Magico Vento”. Em 2009, com argumento de Mauro Boselli, realiza aquela que é considerada a sua obra-prima até à data, “Patagónia”, uma aventura do ranger Tex, ao qual retornará, em 2013, com “O segredo do juiz Bean”. Numa toada fantástica, “Sangue e Gelo”, de 2016, é o seu mais recente trabalho. “Patagónia” e “O segredo do juiz Bean” encontram-se publicados em Portugal pela Polvo.

CONCURSOS NACIONAIS DE BANDA DESENHADA E CARTOON
CONCURSO MUNICIPAL DE BANDA DESENHADA E ILUSTRAÇÃO
Exposição dos trabalhos do Concurso Municipal de Banda Desenhada e Ilustração, aberto aos alunos das escolas da Amadora do 1.º e 2.º ciclo do ensino básico, assim como dos Concursos Nacionais de Banda Desenhada e Cartoon, ambos promovidos pela Câmara Municipal da Amadora e, este ano, em parceria com a Infraestruturas de Portugal. No âmbito desta parceria, o tema escolhido para estes concursos foram as comemorações dos 50 anos da Ponte 25 de Abril.

ANO EDITORIAL PORTUGUÊS
Comissários: Luis Salvado e Sandy Gageiro
Cenografia: Ana Taipas e Susana Vicente
Há poucos anos, ninguém seria capaz de prever tal desenvolvimento: apesar da crise que tem afetado todas as áreas da vida portuguesa, a edição de BD em Portugal nunca viveu um período de tão intensa atividade. Mais de 200 livros foram publicados entre agosto de 2015 e julho de 2016, a que se soma ainda a edição de muitas dezenas de revistas e fanzines. Tal como já sucedeu na última edição, o Amadora BD apresenta as principais tendências do último ano editorial, e lança ainda um olhar sobre o que os autores portugueses andam a fazer no mercado internacional. Sempre com o objeto principal na primeira linha da exposição: os livros, para o visitante ler e desfrutar.

EXPOSIÇÕES DOS PREMIADOS 2015:
ZOMBIE de Marco Mendes (ed. Turbina/Mundo Fantasma)
MELHOR ÁLBUM PORTUGUÊS
Cenografia: Teresa Cardoso e João Nogueira
Exposição retrospetiva: processo criativo do álbum; contextualização da obra; diferentes processos criativos; outros trabalhos artísticos para além da BD; informação sobre o autor
Marco Mendes, autor sedeado no Porto, tem trabalhado o registo autobiográfico de um modo ímpar. Zombie é a sua primeira narrativa de fôlego, uma história que acompanha episódios familiares do protagonista, entre presente e memórias, e uma certa vida urbana marcada pelas deambulações sem rumo, pela precariedade (também laboral, tema muito presente nesta obra), pela reflexão sobre a sociedade e a comunidade que vamos construindo ou vendo construir.

  • CRUMBS coletivo de autores (Kingpin Books)
    MELHOR ÁLBUM DE AUTOR PORTUGUÊS EM LINGUA ESTRANGEIRA
    Cenografia: Susana Lanceiro e Joana Bartolomeu
    Exposição retrospetiva: processo criativo do álbum; contextualização da obra; diferentes processos criativos; outros trabalhos artísticos para além da BD; informação sobre o autor
    Num formato pouco habitual, este pequeno livro de bolso reúne histórias curtas de dezanove autores, entre a novíssima geração e autores que já publicaram em livro. Integralmente em inglês, Crumbs foi pensado como montra portátil da BD portuguesa em feiras internacionais e o resultado é uma panorâmica que atesta a riqueza de registos, a pluralidade de traços e vozes, a intensidade de uma criação que não se confina a escolas ou movimentos uniformes.

  • PAPÁ EM ÁFRICA de Anton Kannemeyer (ed. MMMNNNRRRG)
    MELHOR ÁLBUM DE AUTOR ESTRANGEIRO
    Cenografia: Rui Horta Pereira
    Exposição retrospetiva: processo criativo do álbum; contextualização da obra; diferentes processos criativos; outros trabalhos artísticos para além da BD; informação sobre o autor.
    As histórias de Tintin e as suas leituras possíveis são uma das obsessões artísticas de Kannemeyer, sul-africano que ainda conheceu o apartheid (e, sendo branco, conheceu-o do lado de quem dominava). Em Papá em África reúnem-se histórias curtas publicadas na revista Bitterkomix, todas empurrando a leitura para uma reflexão – dura, mas essencial – sobre o modo como nos relacionamos com os outros e o papel que o poder assume nessas relações.

  • DAQUI NINGUÉM PASSA de Bernardo Carvalho (ed. Planeta Tangerina)
    MELHOR ILUSTRAÇÃO DE LIVRO INFANTIL – AUTOR PORTUGUÊS
    Cenografia: Ana Taipas e Susana Vicente
    Exposição retrospetiva: processo criativo do álbum; contextualização da obra; diferentes processos criativos; outros trabalhos artísticos para além da BD; informação sobre o autor.
    A Planeta Tangerina tem-se afirmado como editora, mas igualmente como polo criador de livros onde a imagem tem papel essencial. Os seus editores são igualmente autores de quase todos os livros que publicam e Bernardo Carvalho, ilustrador, já assinou uma lista considerável de títulos a solo. Daqui Ninguém Passa é um álbum cuja narrativa cresce à medida do avanço das páginas, um verdadeiro livro interativo sem necessidade de ecrã.

– O TEMPO DO GIGANTE de Carmen Chica e Manuel Marsol (ed. Orfeu Negro)
MELHOR ILUSTRAÇÃO DE LIVRO INFANTIL – AUTOR ESTRANGEIRO
Cenografia: Catarina Pé-Curto
Exposição retrospetiva: processo criativo do álbum; contextualização da obra; diferentes processos criativos; outros trabalhos artísticos para além da BD; informação sobre o autor.
O ilustrador espanhol Manuel Marsol tem obra vasta e premiada e uma particular queda para trabalhar a partir de (ou em simultâneo com) textos grandiosos, alguns integrando o cânone da literatura universal, como Moby Dick. Com texto de Carmen Chica, e com as imagens de Marsol ocupando a totalidade das páginas de grande formato, este é um álbum sobre o tempo e o modo como nos relacionamos com ele, tantas vezes distraídos pela ilusão do futuro.

– ERZSÉBET de Nunsky (ed. Chili com Carne)
MELHOR DESENHO PARA ALBUM PORTUGUÊS
Exposição sobre o processo criativo do álbum e informação sobre o autor.
Erzsébet marca o regresso de Nunsky, autor português cuja biografia se conhece mal, alimentando a lenda urbana sobre a sua existência criadora. Nos anos 90, as suas histórias deixaram marca na edição portuguesa, sobretudo naquela a que chamamos independente, mas há muito que não se publicava uma obra sua. Com este livro, uma história baseada na condessa Ecsedi Báthori Erzsébet – nobre húngara do século XVII – Nunsky marcou o ano editorial da BD portuguesa.

– VOLTA – o Segredo do Vale das Sombras de André Oliveira e André Caetano (Polvo Editora)
MELHOR ARGUMENTO PARA ALBUM PORTUGUÊS
Exposição sobre o processo criativo do álbum e informação sobre o autor.
André Oliveira tem escrito argumentos para dezenas de desenhadores, afirmando-se como um prolífico autor numa área, a do argumento, tantas vezes pouco habitada. Envolvido em diversos projetos editoriais, tem sido um dinamizador incansável da cena portuguesa de banda desenhada, quase sempre em parceria. Com desenho de André Caetano, Volta explora a memória e a redenção num ambiente atravessado pelo mistério, pelo contraste entre rural e urbano e pelo suspense.

– LOKI – Agent of Asgard #6 de Al Ewing e Jorge Coelho (ed. Marvel)
MELHOR ALBUM ESTRANGEIRO DE AUTOR PORTUGUÊS
Exposição sobre o processo criativo do álbum e informação sobre o autor
Jorge Coelho é um dos desenhadores portugueses que tem vindo a trabalhar com sucesso reconhecido para a gigante indústria norte-americana de comics. Com este episódio de Loki – Agent of Asgard, o desenhador tirou partido da representação de um vilão para acentuar alguns dos traços que caracterizam o seu trabalho, insistindo nos negros expressivos e nas imagens sombrias, sempre confirmando o motivo pelo qual continua a vingar num mercado tão complexo.

FÓRUM LUÍS DE CAMÕES
Rua Luís Vaz de Camões, Brandoa
2650-197 Amadora
t. 214 948 642

Horário
21 de outubro: inauguração (21h00)
Domingo a Quinta: 10h00 às 20h00
Sexta e Sábado: 10h00 às 23h00