v27pt-justiceiro-1-capaJá tínhamos divulgado o lançamento do 27.º volume da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel. Entretanto, foram-nos remetidas algumas imagens do interior e uma nova sinopse, que compartilhamos com os leitores:

Garth Ennis e Steve Dillon são a excecional dupla de criadores britânicos que produziu, entre outros, a brutal história de Preacher, e que neste arco de história do Justiceiro emprestam as suas muitas qualidades a uma saga do mais controverso dos heróis da Marvel; e que qualidades são essas? Poderíamos resumi-las em poucas palavras: doses frenéticas de violência histérica e sangrenta; humor negro e cínico; paródia do género dos heróis vigilantes e crítica divertida à própria moralidade dos super-heróis; e uma capacidade infinita de contar uma história de maneira simples, directa, inteligente e divertida.

Criado nos anos 70, o Justiceiro (The Punisher, em inglês) foi sempre um dos mais populares anti-heróis da Marvel, e serviu regularmente como contraponto e oposto das personagens mais heroicas desse universo. “A visão que o Justiceiro tem do mundo é bastante simples – existem pessoas boas, e existem más pessoas, e as pessoas más merecem morrer”, afirma Gerry Conway, o escritor que introduziu o vigilante da Marvel ao mundo na edição número 129 de Amazing Spider-Man, em 1974. O Justiceiro veio ao mundo numa altura em que os vigilantes permeavam a mente coletiva graças à popularidade de filmes como Dirty Harry e muitos outros, mas foi o protagonista de uma série de romances que influenciou a criação de Conway. “Eu estava fascinado com a personagem The Executioner de Don Pendleton, bastante popular naquela altura, e quis fazer algo inspirado nisso. E enquanto escrevia o arco de história com o Chacal como vilão principal, surgiu a oportunidade de introduzir uma personagem que seria usada para infernizar a vida do Homem-Aranha. O Justiceiro parecia a aposta certa.” Desde esse momento inicial que o Justiceiro se tornou numa das personagens mais marcantes e populares da Marvel, com grandes fases por autores bem conhecidos – com destaque para o trabalho de um muito jovem Jim Lee, em Diário de Guerra, p.ex., ou as recentes séries por alguns dos maiores argumentistas da Casa das Ideias, como Matt Fraction ou Jason Aaron.

Mas poucas foram as histórias que deixaram uma marca tão forte quanto as desta fase de Garth Ennis e Steve Dillon, que inspiraram alguns dos momentos mais intensos do filme de 2004 com Thomas Jane e John Travolta, e que levaram a que eles se tenham tornado até certo ponto os autores mais conotados com a personagem. E a conclusão desta história é um dos momentos altos da sua história, que a maioria dos fãs estão agora finalmente a acompanhar na série de TV do Demolidor, em antecipação do lançamento da sua própria série na Netflix.

JUSTICEIRO: BEM-VINDO DE VOLTA, FRANK – PARTE 1
Argumeto de GARTH ENNIS e arte de STEVE DILLON
144 pgs.
ISBN: 978-84-471-2820-4
PVP: 11,99€