Apesar do mercado editorial português estar muito afastado do festival anual de banda desenhada realizado em Angoulême, o mesmo continua a ser um importante evento internacional para leitores, editores e autores nacionais.

Ao contrário do que tinha acontecido em 2014 e 2016, nenhum dos álbuns de banda desenhada galardoado com os prémios este ano teve edição no nosso país.

Eis os álbuns premiados no 44.º Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême:

Sob a forma de listagem:

Le Fauve d’Or – Prix du meilleur album : « Paysage après la bataille » de Eric Lambé & Philippe de Pierpont (Actes Sud Bd / FREMOK)
Le Fauve d’Angoulême – Prix Spécial du Jury : « Ce qu’il faut de terre à l’homme » de Martin Veyron (Dargaud)
Le Fauve d’Angouleme – Prix de la Série : « Chiisakobe » T4 de Minetaro Mochizuki (Le Lézard Noir)
Le Fauve d’Angouleme – Prix Révélation : « Mauvaises filles » de Ancco (Éditions Cornélius)
Le Fauve d’Angoulême – Prix du Patrimoine : « Le Club des divorcés » tome 2 de Kazuo Kamimura (Editions Kana)
Le Fauve Polar SNCF : « L’Été Diabolik » de Alexandre Clérisse & Thierry Smolderen (Dargaud)
Le Prix du Public Cultura : « L’Homme qui tua Lucky Luke » de Matthieu Bonhomme (Dargaud / Lucky Comics)
Le Fauve d’Angoulême – Prix de la BD Alternative : Biscoto éditions
Le Fauve d’Angoulême – Prix Jeunesse : « La jeunesse de Mickey » de Tebo (Éditions Glénat BD)

O Grand Prix de 2017 já tinha sido atribuído a Cosey, como tínhamos anunciado aquando da sua atribuição aqui.

Este ano, 40 anos após o desaparecimento de Goscinny, foi instituído o Prix René Goscinny, destinado a galardoar um argumentista. O prémio foi atribuído a Emmanuel Guibert, autor de diversas obras, como a trilogia Le Photographe, a trilogia La Guerre d’Alan ou A Filha do Professor (publicada pela Witloof em Portugal em 2003). Eis a imagem do prémio:

Entretanto, o Prix Charlie Hebdo de la Liberté d’Expression, após não ter sido atribuído o ano passado nem este ano, parece definitivamente cancelado. E este ano nem existe o prémio similar, denominado couilles-au-cul, atribuído pelo F.OFF, pois o festival de microedição independente que existiu à margem do Festival  Internacional de Banda Desenhada de Angoulême durante 7 anos, não se realiza este ano, com exceção da festa de despedida do evento.