A coleção Imagens que Contam da Pato Lógico teve recentemente novidades. Por um lado, foi publicada a 2.ª edição do livro de Marta Monteiro, Sombras, obra selecionada para constar da Leitura Recomendada década 2010, desta feita com direito a capa dura e as dimensões mais generosas a que nos habituaram as últimas obras desta série.

Por outro lado, como divulgámos aquando do seu lançamento, foi publicado Máquina, de Jaime Ferraz, o mais recente livro desta série onde cada narrativa é contada exclusivamente por imagens, integrada num formato com algumas regras predefinidas: 32 páginas (mais guardas), um título com uma palavra apenas e a reinterpretação do logotipo da editora.Neste seu primeiro livro, o autor parte da premissa de quão tecnológico é atualmente o mundo que nos rodeia.

As novas tecnologias não são inclusivamente estranhas ao autor, sendo testemunhas de tal os booktrailers que criou para a Pato Lógico, durante o seu estágio na editora. Mas a acreditar na informação de que Jaime Ferraz cuida de uma pequena horta na sua varanda e que ainda se recorda de subir a árvores na infância, pode-se presumir que o contacto com a natureza também o atrai. E é esta aparente oposição, mas também convívio, entre a máquina e a natureza que se evidencia durante a leitura de Máquina.

O citadino rapaz protagonista desta história vive rodeado de máquinas inventadas e comercializadas em massa há muito e há pouco tempo, independentemente de se encontrar no seu apartamento ou no exterior. O seu avô leva-o a passear no parque da cidade, estando também a tecnologia omnipresente em todos os seres humanos que por lá passam.

É neste contexto que o avô presenteia o seu neto com algo que o permite viajar para mundos não tão tecnológico-dependentes, sejam selvas e florestas sem a presença humana, a profundeza dos oceanos povoada por raros submarinos ou o próprio cosmos. Será este o poder dos livros?

As 4 cores presentes na capa (laranja, azul, branco e preto) mantêm-se ao longo de toda a obra, numa narrativa bem ritmada e que confere certamente uma sensação de maior liberdade ao simples virar de página ao se realizar tal num livro físico e não num e-book.

Clique nas imagens para as visualizar em toda a sua extensão:

nota: imagens cedidas pela editora; agradece-se à editora a oferta do livro.