Adaptação do romance de Dostoiévski à BD

Dia 6 de outubro, chega às bancas o décimo quinto e último volume da coleção Novelas Gráficas 2017. “O Idiota” é um dos maiores clássicos da literatura mundial, obra máxima do escritor russo Dostoiévski. A adaptação gráfica de André Diniz é uma das mais arrojadas de sempre, explorando as possibilidades da BD num registo quase sem palavras, em que apenas o talento de narrativa sequencial irá guiar o leitor por esta obra intemporal, publicada em estreia mundial na colecção Novelas Gráficas. Este volume conta com 416 páginas a preto e branco no formato 160 x 240 mm.

Clique nas imagens para as visualizar em toda a sua extensão:

Eis a sinopse da editora:

A narrativa gira em torno do príncipe Míchkin, um homem criado longe da Rússia devido a graves crises de epilepsia. Após longo período internado na Suíça, o príncipe então com vinte e sete anos decide reinserir-se na sua sociedade natal, sem que tenha a menor ideia do que o aguarda. Sincero, bondoso e complacente, o príncipe é atirado com rapidez surpreendente para situações sobre as quais pouco entende e nas quais as suas elevadas qualidades mais causam tumulto do que solução.

O Idiota usa uma linguagem quase exclusivamente contada por imagens, num registo em que o texto está praticamente ausente (das mais de 400 páginas, pouco menos de 30 contêm curtos diálogos).

Com prefácio do jornalista brasileiro Sidney Gusman, editor da Mauricio de Sousa Produções e editor-chefe do site Universo HQ.

O resultado é uma adaptação, tão original como conseguida, de um clássico da literatura mundial, publicada em Portugal antes de sair no Brasil e em França, que vem provar que é perfeitamente possível fazer “literatura desenhada” termo que Hugo Pratt preferia para designar a BD – contando com a força das imagens e com a sua articulação sequencial, por contar uma história (quase) sem palavras.” João Miguel Lameiras nas Iniciativas Público, 30 de Setembro de 2017.

André Diniz é argumentista e ilustrador de banda desenhada, e faz parte duma geração recente de criadores brasileiros que inovaram nos “quadrinhos” do país nosso irmão.
Depois de uma carreira iniciada em fanzines e na auto-edição, André Diniz tem produzido uma extensa obra de BD, com livros inteiramente produzidos por ele, e outros que ele escreveu para outros desenhadores. É um dos mais premiados autores brasileiros, e desde 2003 acumulou 19 prémios de BD brasileira.

nota: imagens cedidas pela editora.