Uma das sagas mais clássicas e imprescindíveis da mitologia do Universo Marvel!

Já se encontra nas bancas o quinquagésimo sexto volume da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, intitulado Vingadores: A Guerra Kree-Skrull, com argumento de Roy Thomas e arte de Sal Buscema, John Buscema e Neal Adams. Este volume conta com um total de 224 páginas e reúne os números  #89-#97 de The Avengers.

Eis a sinopse da editora:

“Os Kree e os Skrulls encontram-se em guerra – e a Terra encontra-se na mira de ambas as  potências. Situado entre os dois impérios interestelares, o planeta é de vital importância estratégica e vê-se perante uma possível ocupação ou a destruição total. Juntos, os Vingadores e o Capitão Marvel têm de encontrar forma de salvar a Terra, antes que esta se torne na primeira baixa, neste épico conflito cósmico!”

 A Terra Marvel já teve a sua quota-parte de visitas de alienígenas e, no início da década de 1970, passou a fazer parte de um enorme universo, repleto de raças extraterrestres de todos os tamanhos, formas e feitios, a maioria das quais considerava a Terra e a raça humana primitivas e inofensivas. Os leitores já tinham conhecimento que duas dessas raças, os Kree e os Skrulls, eram inimigos mortais, num já longo conflito que remonta há incontáveis milénios.

Roy Thomas, editor e escritor dos Vingadores, decidiu então que era altura de os dois adversários se enfrentarem uma vez mais. Infelizmente, isso implicava problemas para o nosso planeta, quese encontrava à mesma distância de ambas as galáxias. A Terra passou então a ser um ponto-chave estratégico de batalha, destinada a ser ocupada ou obliterada, a menos que os Vingadores  encontrassem forma de por termo à guerra interestelar. Tal como muitas histórias Marvel da época, tratava-se de uma metáfora da Guerra Fria, que teve no entanto uma reviravolta interessante. Ao invés da Terra ser um dos jogadores principais, éramos apenas os peões numa complicada trama – o equivalente galáctico de Cuba, se preferirem, ou da Alemanha antes da reunificação-, com o nosso destino final nas mãos de poderes muito acima de nós.

Dos três ilustradores da saga, Sal Buscema, John Buscema e Neal Adams, todos na melhor fase das suas carreiras, temos de destacar os quatro números desenhados por Adams com a sua arte arrebatadora. Cada um dos vários números dos diferentes autores é desenhado de forma eloquente, mas ainda dentro daquela sensibilidade Marvel estabelecida por Jack Kirby. Adams, por seu lado, estava disposto a tentar algo novo. Da missão microscópica ao interior do corpo do Visão, à batalha intergaláctica entre duas gigantescas armadas alienígenas, o seu estilo ultradinâmico eleva a fasquia das convenções da arte em banda desenhada de super-heróis da época. Uma primeira amostra da direção que essa arte viria a adotar, à medida que terminava a chamada Era de Prata e começava a mais experimental Era do Bronze dos anos 70.

A Guerra Kree-Skrull é essencialmente aquilo que Roy Thomas faz de melhor – inspirar-se na história do Universo Marvel (até mesmo na sua pré-história) pegando em personagens estabelecidas, por vezes vagamente interligadas, e juntá-las na mesma narrativa, criando algo bastante maior que a soma das partes. Trata-se de uma fórmula que viria a repetir ao longo da sua carreira, mas com a Guerra Kree-Skrull, e juntamente com Adams e os irmãos Buscema, criou uma parte da mitologia Marvel que ainda é considerada uma das melhores histórias dos Vingadores.

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