Apesar do mercado editorial português estar muito afastado do festival anual de banda desenhada realizado em Angoulême, o mesmo continua a ser um importante evento internacional para leitores, editores e autores nacionais.

Ao contrário do que tinha acontecido em 2014 e 2016, nenhum dos álbuns de banda desenhada galardoado com os prémios este ano teve edição no nosso país, com exceção do prémio de melhor série de banda desenhada ter sido atribuído a Megg, Mogg & Mocho, a qual já teve direito a edição parcial em Portugal pela MMMNNNRRRG.

Eis os álbuns premiados no 45.º Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême:

Sob a forma de listagem:

Le Fauve d’Or – Prix du meilleur album : « La Saga de Grimr » de Jérémie Moreau (Delcourt)
Le Fauve d’Angoulême – Prix Spécial du Jury : « Les Amours suspendues » de Marion Fayolle (Magnani)
Le Fauve d’Angouleme – Prix de la Série : « Happy Fucking Birthday – Megg, Mogg & Owl » de Simon Hanselmann (Misma)
Le Fauve d’Angouleme – Prix Révélation : « Beverly » de Nick Drnaso (Presque Lune)
Le Fauve d’Angoulême – Prix du Patrimoine : « Je suis Shingo » de Kazuo Umezu (Le Lézard Noir)
Le Fauve Polar SNCF : « Jean Doux et le mystère de la disquette molle » de Philippe Valette (Delcourt)
Le Prix du Public Cultura : « Dans la combi de Thomas Pesquet » de Marion Montaigne (Dargaud)
Le Fauve d’Angoulême – Prix de la BD Alternative : «Bien, Monsieur » #8 de vários autores (Elsa Abderhamani & Juliette Mancini)
Le Fauve d’Angoulême – Prix Jeunesse : « La Guerre de Catherine » de Julia Billet & Claire Fauvel (Rue de Sèvres)

Por sua vez, o Grand Prix de 2018 foi atribuído ao norte-americano Richard Corben, o qual conta com algumas das bandas desenhadas mais mainstream que realizou para a Marvel (Hulk, Cage) e a Dark Horse (Hellboy) publicadas em Portugal.

Pelo segundo ano, foi atribuído o Prix René Goscinny, destinado a galardoar um argumentista. O prémio foi atribuído a Jean Harambat, pelo seu álbum « Opération Copperhead » (Dargaud).

Jean Harambat – Prix René Goscinny 2018