Conforme consta da nossa checklist mensal, no dia 7 de fevereiro a Goody inicia a publicação mensal de uma série de banda desenhada de Assassin’s Creed, que se prolongará até abril.

Trata-se de um dos múltiplos produtos desta franchise da Ubisoft com pouco mais de 10 anos de existência, cujo início remonta ao lançamento do videojogo homónimo para as consolas PlayStation 3 e XBox 360, com posterior versão para o Microsoft Windows. O jogo, que combina acção e aventura jogáveis na terceira pessoa com a furtividade característica dos videojogos de stealth e o ênfase no parkour, foi muito bem recebido pela crítica e os jogadores. Baseando-se nalguns factos históricos para criar uma estória com muita liberdade criativa, alicerça-se em duas grandes organizações adversárias – a Ordem dos Templários contra os protagonistas dos videojogos, a Ordem dos Assassinos.

A série de videojogos conta atualmente com 10 jogos principais para as principais consolas (além das já supracitadas, também para a PlayStation 4, XBox One e Wii U) e sistemas operativos de computadores (Windows e OS X), tendo o jogo mais recente, Assassin’s Creed Origins, desenhado para usufruir do poder das consolas atualmente mais poderosas (XBox One X e PlayStation 4 Pro) e ambientado no Reino Ptolemaico, tornado a obter entusiasmantes ovações da crítica especializada e dos jogadores, como aconteceu com os primeiros jogos da série.

Paralelamente, ao longo da década da franchise foram lançados outros 10 videojogos, destinados a consolas portáteis (Nintendo DS, PSP, PS Vita), a telemóveis (Androide, iOS, Symbian, webOS, Windows Phone) ou em versões exclusivamente digitais para consolas, originando uma ubiquidade da franchise nos diferentes sistemas.

Além dos 20 videojogos e respetivo material extra passível de download, o universo da franchise – que tem vindo a ser explorado ao longo das eras, nomeadamente entre 49 A.C. e 1918 – tem vindo a ser adaptado aos mais diferentes media. Após 3 curtas-metragens em imagem real e 2 curta-metragens de animação, em 2017 estreou nos cinemas o filme Assassin’s Creed, protagonizado e coproduzido por Michael Fassbender, com realização de Justin Kurzel. Apesar de uma eficaz receita de bilheteira, a crítica especializada não foi simpática com o filme.

No campo literário, desde 2009, a Penguin Books tem vindo a publicar uma série de romances escritos por Oliver Bowden, com a simbiose de ficção histórica e fantasia que o universo de Assassin’s Creed providencia. Até ao momento, foram publicados 10 livros. Em Portugal, têm sido editados pela Saída de Emergência.

Por seu turno, a Scholastic publicou romances juvenis de Assassin’s Creed, nomeadamente a trilogia Last Descendants de Matthew J. Kirby, para além de um livro de não-ficção com relatos da real História ligada à franchise entre os anos 1189 e 1868 e um livro com posters de imagens retiradas do filme.

Paralemente, a UbiWorkshop lançou a enciclopédia de Assassin’s Creed, a qual tem vindo a ter novas edições, à medida que o universo se vai expandido, era após era.

Em 2014, a franchise teve também direito a um jogo de tabuleiro oficial, denominado Assassin’s Creed: Arena. Por outro lado a franchise tem vindo a apostar no merchandise e em edições especiais dos videojogos repletas de objetos de coleção.

Quanto às adaptações para banda desenhada, elas existem desde o início da franchise. A edição limitada do primeiro videojogo era acompanhada por uma revista de BD de 8 páginas, funcionando com um prelúdio para o jogo.

No entanto, as primeiras veras adaptações de BD foram as editadas para e no formato do mercado franco-belga (sendo também traduzidas para outros países). Essa série de 6 volumes, publicada entre 2009 e 2014, contou com argumento de Éric Corberyan e desenhos de Djillali Defali, sendo editada pela Les Deux Royaumes, uma chancela francesa da Ubisoft, sob a qual edita adaptações dos seus videojogos.

A edição no mercado norte-americano, iniciou-se em 2011, com a Wildstorm a publicar a minissérie de 3 números Assassin’s Creed: The Fall, da autoria de Cameron Stewart e Karl Kerschl. Esta saga viria a ser concluída no ano seguinte na graphic novel The Chain, com idêntica autoria mas editada sob chancela da UbiWorkshop.  Em 2013, novamente pela UbiWorkshop, surgiria Brahman, tendo o argumento de Brenden Fletcher vindo complementar o trabalho de Stewart e Kerschl.

Seria também em 2013 que a japonesa Shueisha editaria uma adaptação para manga do videojogo Assassin’s Creed IV: Black Flag, com argumento de Takashi Yano e desenhos de Kendi Oiwa.

Finalmente, em 2015 iniciou-se a parceria da Ubisoft com a Titan Comics para a publicação de uma nova série de BD, a qual tinha como protagonista Charlotte de la Cruz. O argumento é de Anthony Del Col e Conor McCreery, competindo os desenhos a Neil Edwards. O primeiro arco, Prova de Fogo, chegará aos pontos de venda de periódicos nacionais esta semana. Nos 2 próximos meses, a Goody editará os 2 arcos seguintes, publicando todos os 14 números da série.

Entre 2016 e 2017, a Titan publicou também o spin-off Templars em banda desenhada, com argumento de Fred Van Lente e desenhos de Dennis Calero. Em fevereiro de 2017, as séries foram relançadas numa única série, denominada Assassin’s Creed: Uprising, com uma nova equipa criativa – Dan Watters e Alex Paknadel (argumento) e José Holder (desenho). Uprising teve direito a 2 arcos, com término em outubro do ano passado.

Para além das séries de BD referidas, a Titan editou ainda duas minisséries de 4 comic books cada. Last Descents: Locus, da autoria de Ian Edginton e Caspar Wijngaard baseia-se nos livros juvenis escritos por Matthew J. Kirby para a Scholastic. Por seu turno, Reflections, de Ian Edginton e Valeria Favoccia, tem a particularidade de reunir personagens icónicas da série, como Edward Kenway, Altaïr e Ezio Auditore da Firenze.

SOBRE O AUTOR |

Nuno Pereira de SousaAdministrador