Depois de ter marcado presença na edição 2016 do maior evento de cultura pop nacional, Chris Claremont está de regresso a Portugal para a Comic Con PT 2018.

O escritor de best-sellers do New York Times, recebeu o respeitado prémio Kellogg na categoria Arts and Letters da Bard College e está no Hall of Fame da Will Eisner Comics Industry Awards. Os seus trabalhos estão reunidos na Rare Book and Manuscript Library da Columbia University, em Nova Iorque.

As histórias de Chris Claremont estabelecem tendências para a indústria. Embora seja mais conhecido pelo seu trabalho na série da Marvel, “X-Men”, onde criou as personagens de “Legion”, “The New Mutants”, “Dark Phoenix”, “Rogue”, “Gambit”, “Sabretooth”, “Kitty Pryde” e “Mystique”; originou “The New Mutants” e “Captain Britain” para a Marvel e escreveu várias series de sua propriedade. As obras de Chris Claremont foram publicadas pelo mundo todo e traduzidas para várias línguas. É autor de nove romances, já deu palestras em Princeton, MIT, U Penn e na Columbia University, já lecionou na NYU/Tisch School of the Arts, também foi à televisão nos Estados Unidos e no estrangeiro. O seu trabalho tocou milhões.

O seu trabalho de 17 anos em “The Uncanny X-Men”, da Marvel Comics é considerado lendário na indústria. Nessa época pegou numa série sem brilho e transformou-a no título dominante mais vendido da indústria. O que culminou no lançamento do novo título “X-Men”. A primeira edição vendeu mais de 7,6 milhões de cópias, recorde que ninguém chegou perto de bater. Dizer que Chris Claremont vendeu mais de 750 milhões de cópias de Banda Desenhada em todo mundo é fazer uma estimativa conservadora.

O seu trabalho em “X-Men” trouxe-lhe um sucesso criativo retumbante. A história “Dark Phoenix”, com o seu tratamento radical da personagem central, abriu caminho para reinterpretação do mito dos super-heróis na indústria da Banda Desenhada. O graphic novel “God Loves, Man Kills” analisa a moralidade em todas as suas facetas, adicionando sofisticação à teoria da Banda Desenhada e é tema de artigos académicos. Chris Claremont fez de “Wolverine” um nome familiar.

Chris Claremont é muito conhecido pelo seu tratamento progressivo das mulheres num género que muitas vezes depende de estereótipos. Personagens femininas ativas, inteligentes e corajosas como Jean Grey, Kitty Pryde, Mystique, Rogue e Storm fizeram de “X-Men” tão populares entre leitores masculinos como femininos, o que é raro no mundo da Banda Desenhada.

Claremont é também conhecido pelas suas histórias inovadoras que lutam contra o preconceito e pela inclusão de todos, independentemente, da raça, religião, género ou orientação sexual. Estes temas estão destacados na história “Genosha” em “The Uncanny X-Men” e em “Mekanix” e “Intifada” histórias de “X-Treme X-Men”. Chris usa os mutantes como metáfora para os que são vistos como “outsiders” pela maioria. Estes tópicos que desafiam a realidade são raramente abordados na indústria da Banda Desenhada mainstream. Chris Claremont tomou isto como risco pessoal e profissional.

No verão de 2000 foi lançado o filme “X-Men” baseado na obra de Chris. O segundo filme de “Wolverine” é baseado no graphic novel “Eu, Wolverine” de Chris Claremont e Frank Miller. O filme de “X-Men – Days of Future Past” também segue a sua história. A série de televisão revolucionária “Legion” é baseada nas suas personagens assim como os próximos filmes “The New Mutants” e “Dark Phoenix”. “Gambit” um dos personagens mais conhecidos de Chris, está em produção, com Channing Tatum. As histórias de Chris são responsáveis por lucros de cinema na ordem dos milhares de milhões.

Chris tem um orgulho especial nas suas obras de propriedade, que incluem as fantasias históricas “The Black Dragon and Marada, the She-Wolf” (artista: John Bolton) e a série “Sovereign 7”. Os romances em prosa de Chris incluem as séries de ficção científica “High Frontier”, “First Flight”, “Grounded!”, “Sundowner” e as séries de fantasia “Shadow Moon”, “Shadow Dawn”, “Shadow Star” (co-autoria de George Lucas); e “Dragon Moon” (dark fantasy). No momento, Chris Claremont está a trabalhar arduamente em novos projetos de Banda Desenhada, prosa e cinema.

O Bandas Desenhadas teve o prazer de entrevistar Chris Claremont em 2016, quem quiser ler ou reler a entrevista deixamos o link para a mesma.