Já se encontra nas bancas o primeiro volume de O Xerife da Babilónia, com argumento de um dos mais populares autores de comics americanos, Tom King e arte de Mitch Gerads. Editado pela Levoir, inserido na coleção comemorativa dos 25 anos do selo Vertigo, este primeiro volume subintitulado  Bang. Bang. Bang., reúne os números #1 a #6 da série original editados pela Vertigo em 2016.

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Eis a sinopse:

Tom King, ex-agente da CIA que trabalhou no Iraque durante 7 anos, é um dos mais populares autores de comics americanos, responsável por títulos que tiveram o mérito de tornar as histórias de super-heróis num género sério e literário, capaz de questionar os fundamentos das nossas ideias sobre a humanidade, a família, a exclusão e muito mais. São exemplos disso Visão (Marvel) ou a sua série de Batman (DC).

King inspirou-se nas suas experiências vividas no Iraque para compor esta história tão real, suja e violenta, sobre visões do invasor e do invadido, num mundo que gira em torno do dinheiro e do poder. Os diálogos cruzados entre os diversos personagens mostram a rede complexa que liga americanos e famílias poderosas de toda a cidade.

Saddam Hussein é derrubado em 2003, Bagdade está agora sob o comando dos americanos. E ninguém está no controle.

Christopher Henry é um ex-polícia e agora prestador de serviços contratado pelos militares sabe disso melhor do que ninguém. Ele está no país para treinar a força policial iraquiana e um dos seus recrutas foi assassinado. Com a autoridade civil em frangalhos e corpos atulhando as ruas, Chris é a única pessoa realmente interessada em descobrir o culpado pelo crime – e a motivação por trás do acto.

O Xerife da Babilónia é uma obra visual e sensacional.

Personagens, narrativa e ambiente. São esses os três pilares de O Xerife da Babilónia, atingidos com precisão cirúrgica. Tudo colabora para ir criando uma bela visão do que está a acontecer. Mas, em momento nenhum King dá uma imagem negativa de iraquianos ou muçulmanos, apesar de lidar com temas como o terrorismo ou o fundamentalismo religioso.

Numa história onde o ambiente é tão importante, não é nenhuma surpresa que a arte precise ser evocativa. Mitch Gerads faz um excelente trabalho criando um ambiente desolado pela poeira que se mescla com as paisagens da cidade com cores e painéis simples. O trabalho de Mitch acrescenta muito à narrativa de Tom King, compreendendo muito bem as linguagens dos seus personagens e elevando a acção e ritmo da história a algo frenético.

SOBRE O AUTOR |

Rodrigo RamosAdministrador
É administrador do site. Licenciado em Informática agrega no Bandas Desenhadas dois mundos que adora a web e a banda desenhada.