O mais recente trabalho do mestre José Ruy, é uma homenagem ao povo corvino, baseado em documentos históricos do século XVII que narram a resistência dos corvinos a um ataque de piratas berberes. O livro teve o seu lançamento a 15 de Julho de 2018 na ilha do Corvo, contou com a presença do autor e de altas individualidades da ilha. O livro editado em parceria entre Direcção Regional da Cultura dos Açores e a Âncora editora teve direito a edições em português e inglês.

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Eis a sinopse:

“A ilha do Corvo que venceu os piratas” foi concebida através de um processo de criação participativa sem precedentes, quer para o seu autor, quer para a comunidade sobre a qual se debruça.

Localizada na extremidade ocidental do arquipélago, a ilha do Corvo esteve, durante muito tempo, na mira dos piratas e corsários que navegavam aquelas águas, o que originou alguns episódios de conflito, e curiosamente, algumas relações de proximidade.

Com base num documento histórico do século XVII que narra a resistência dos corvinos a um ataque de piratas, José Ruy imaginou uma história que integrou contribuições das pessoas do Corvo tornando-se uma aventura partilhada que consciencializa para a valorização do património e cultura local.

Tendo sido criada no âmbito do projeto do Ecomuseu do Corvo, seguiu-se o princípio fundamental das ações ecomuseológicas, assegurar a efetiva participação dos corvinos no processo criativo da obra, tornando-se eles também protagonistas. Para tal, a estratégia definida passou pela vinda do autor à ilha onde teve oportunidade de conhecer as pessoas e o território e contactou diretamente com a cultura local, tendo recebido da comunidade diversos contributos para o desenrolar da história que foi também acompanhada por um corpo científico.

Este é um exemplo de como o património de uma comunidade pode ser visto como um recurso de desenvolvimento, de afirmação da identidade e de vinculação ao território, às suas origens e cultura, sendo o envolvimento da comunidade uma preocupação omnipresente. Aliás, só há um ecomuseu quando as pessoas e as organizações de uma comunidade participam num processo dinâmico através do qual preservam, interpretam e gerem o seu património para o desenvolvimento sustentável.

José Manuel Alves da Silva
Presidente da Câmara Municipal do Corvo
Andreia Freitas da Silva
Co-coordenadora do Ecomuseu do Corvo

Fonte: Câmara Municipal Amadora

José Ruy nasceu na Amadora em maio de 1930. Cursou Artes gráficas e habilitação a Belas Artes na Escola António Arroio, onde foi discípulo do Mestre Rodrigues Alves, e dos pintores Costa Mota, Trindade Chagas e Júlio Santos.
Iniciou-se como autor de textos e desenhos com 14 anos, tendo publicados 83 álbuns, 52 dos quais em Banda Desenhada, com destaque para: Aristides de Sousa Mendes, Peter café Sport e o Vulcão do Faial, a Ilha do Futuro, A Peregrinação, Os Lusíadas e João de Deus, estes também com edição em mirandês.
Tem colaborado em muitos jornais e revistas, nomeadamente em «Cavaleiro Andante» e «O Mosquito», tendo editado e dirigido uma 2ª série desta publicação.
O rigor na investigação e qualidade dos seus trabalhos tem sido apreciada em todo o país. Foram-lhe atribuídos 27 prémios. Expôs com sucesso em vários países da Europa, na China, no Japão e no Brasil.
Primeiro autor a ser galardoado com o Prémio de Honra do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 1990. No ano seguinte foi distinguido com a Medalha Municipal de Ouro de Mérito e Dedicação da sua cidade natal, onde o seu nome está atribuído a uma escola e a uma avenida. Referenciado no «Dictionnaire mondial de la bande dessiné, Larousse» edição de 1998, e com destaque no «Larousse de la BD» em 2004.

A ilha do Corvo que venceu os piratas
José Ruy
Âncora editora
32 páginas a cor
ISBN: 9789727806539
PVP: 8,00€

nota: imagens cedidas pela editora.

SOBRE O AUTOR |

Rodrigo RamosAdministrador
É administrador do site. Licenciado em Informática agrega no Bandas Desenhadas dois mundos que adora a web e a banda desenhada.