Quando:
21/10/2017@14:00_22/10/2017@20:00
2017-10-21T14:00:00+01:00
2017-10-22T20:00:00+01:00
Onde:
Anjos 70
Regueirão Anjos 70
1150 Lisboa
Portugal

Raia, tráfico de edições, é um evento que conjuga a tradicional feira de edição e arte gráfica, em que o público pode contactar e adquirir directamente aos editores e artistas as suas obras, com uma programação que oferece exposições (João Fonte Santa, Raia 70X100, …) projecções vídeo, concertos (Presidente drogado, Urânio, …), bancas de alfarrábio e segunda mão (livros e discos) e outra animação num espaço central e espaçoso. Uma oportunidade para comprar uma serigrafia, um livro de artista, um fanzine ou um disco, ou simplesmente ficar a par do que se passa no mundo da pequena edição de objectos de natureza gráfica e literária.

Em Lisboa, durante o fim de semana de 21 e 22 de Outubro, a Raia será o lugar para apresentar e vender edições, alfarrábio, discos e artes gráficas. Paralelamente, haverá programação com lançamentos, leituras, exposições, música e projecção de filmes. Nos Anjos 70. O espaço é amplo. Serve-te.

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EXPOSIÇÃO RAIA 70X100
Enquanto convenção humana que ultrapassa em muito os rigores da natureza, as fronteiras continuam a marcar a evolução da humanidade. Numa época em que, ultrapassado o optimismo do fim da guerra fria, se aguçam navalhas novamente, o conceito de linha divisória e de repulsa está na ordem do dia. Cerca de 20 artistas gráficos aceitaram o desafio de atacar a folha grande (70 X 100 cm) com ideias de separação e divergência.

Ana Maria Biscaia
Ana Menezes
Ed Gar
Bruno Borges
Bruno Dias Vieira
Cátia Serrão
Cláudia Dias
Daniel Lima
Daniela Lisboa Gomes
Débora Figueiredo
Doutor Urânio
Hugo Henriques
Joana Teles Monteiro
João Chambel
João Concha
João Fonte Santa
João Maio Pinto
José Feitor
Luís Alegre
Luís França
Luís Henriques
Luis Manuel Gaspar
Mariana Barrote
Mariana Malhão
Maria João Worm
Miguel Carneiro
Miguel Pereira
Pedro Burgos
Ricardo Castro
Rita Senra
Tiago Albuquerque
Tiago Baptista
Zepe

EDITORES
100 cabeças
GUILHOTINA Atelier de Gravura
Chili Com Carne
Clube do Inferno
Clube dos tipos
Cronópio
Dedo Mau
Debout Sur l’Oeuf
Douda Correria
Edições do Tédio
Edições 50kg
Edições do Saguão
Antígona – Editores Refractários
Filipe Felizardo
Fanzines E Martelos
Galho
Hélastre
O Panda Gordo
Imprensa Canalha
It’s a Book
João Sobral
Juan Yusta
MMMNNNRRRG
Maldoror
Mariana Malhão
Momo
Michael Fikaris
Mike goes West
MiaSoave
não edições
OFICINA ARARA
Livros de Bordo
Letra Livre (representando também Averno, Língua Morta e Fenda)
Livraria Linha de Sombra
O Gato Mariano
O Homem do Saco
O Corvo da Bad
Associação Oficina do Cego
Orfeu Negro
Pé de Mosca
Pianola Editores
Papeleiro Doido
Quarto de Jade
Serrote
Silent Army
Silvia Rodrigues
Small Press
STET Livros & Fotografias
Stolen Books
Tipo.pt
Triciclo
URUBU
Xavier Almeida
Xerefé
XYZ
Vintage Warehouse

MÚSICA
21 e 22 (ao longo do dia)
Instituto Fonográfico Tropical
O INSTITUTO FONOGRÁFICO TROPICAL é uma colecção crescente de discos de vinil que aflora um contorcionismo musical entre duas vogais, do Semba para o Samba, passando a jusante de uma tranche de Cumbias, Coladeras, Soukous, Funanás e do diabo a quatro em saiotes com palmeiras.

Presidente Drógado
Dia 21 (21H)
O Presidente traz à raia as suas canções de faca e alguidar, recentemente lançadas em disco de vinilo, assim como outras canções urbanas que dão voz aos desafortunados da grande urbe e do subúrbio. Com a sua Banda Suporte!

Doutor Urânio
Dia 21, 22h
Aniversários, casamentos, funerais, manifestações, festivais, bailes, after’s… Chungabeat, house circo, bacalao valenciano, tuga tecno, electro chaabi.

VIDEO

Flims, de Artur Varela (45’12)

Na Raia recorda-se a memória de um companheiro, um iconoclasta, um artista para quem a fronteira era o que apetecia pisar.Artur Varela {1937-2017} aprendeu escultura em Lisboa, passou por Paris {Atelier Adam}, estacionou depois durante duas décadas na Holanda e regressa a Lisboa no final da década de 80. Entretanto havia explorado não só a escultura em madeira e metal, mas também a pintura, o desenho, a banda desenhada e o vídeo. Os filmes integrados em Portugal 1973 enquadram-se na exploração do formato super 8 e na postura da observação algo distanciada e cínica dos costumes indígenas. Parte destes filmes foram projectados pela primeira vez em 1973, aquando da exposição de Artur Varela na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. Muitos anos mais tarde, em 2000, os filmes seriam de novo exibidos no âmbito do projecto Slow Motion, nas Caldas da Rainha, comissariado por Miguel Wandschneider.

Portugal 1973, de Artur Varela
Marquee Strategies – Mixed Media with HTML Marquee Code,, de Filipe Matos, vídeo loop

EXPOSIÇÕES

– Catarina Figueiredo Cardoso, Se Isto É Um Livro

A raia é fronteira, linha de divisão ou limite. É por isso lugar de risco, de transposição, de desafio. É limiar e é margem. É um espaço de possibilidades. Os livros aqui apresentados aproximam-se dos limites da condição de livro. De serem livros, por permitirem o desempenho da função básica de ver/ler o que está inscrito nas suas superfícies. De não serem livros, por tal função básica não existir, e não passarem de referências a livros.
Embora a resposta emocional à palavra “livro” dependa da experiência com esse objecto, todos os formatos de livro permitem o desempenho da função básica ler/ver: o códice, o rolo, o leporello, a tábua, as folhas soltas que transmitam uma organização significativa do seu conteúdo. O tradicional códice, o conjunto de páginas unidas pelo lado esquerdo e soltas do lado direito, permite a visualização sequencial e discreta das inscrições nas duas superfícies das páginas. De um códice numa vitrine, podemos ver a capa ou uma dupla página aberta. Mas outros formatos de livro permitem leituras simultâneas.
“Se isto é um livro” é, pois, uma celebração jubilosa do formato do livro, uma demonstração de diversidade, um passeio pela raia.
[Nota: O título desta exposição evoca Primo Levi e Se questo è un uomo (1947). Homenagem sentida às vítimas da barbárie nazi.]

– João Fonte Santa, SpaceX parte 2
(Évora, 1965. Vive e trabalha em Lisboa.)

Estudou Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade Clássica de Lisboa. Começando por se dedicar à produção gráfica underground em fanzines autoeditados, foi depois orientando progressivamente o seu trabalho para a pintura e o desenho. O trabalho de João Fonte Santa, alicerçado num intenso banco de referências de cultura popular, contemporâneas e eruditas, produz um corpo de trabalho que, sendo visualmente excitante, procura tornar visíveis as relações da mecânica do poder político.
Expõe regularmente desde meados dos anos 90.

– Lá Fora com os Fofinhos
Exposição individual de desenhos e ilustração de Mariana Pita
(Nascida em 1990, estudou nas Belas Artes do Porto.)

– Rui Silva, Antologia para Mentes Desertas
O projecto Antologia Para Mentes Desertas associa, por intermédio de palavras-chave, imagens da biblioteca do congresso americano com textos poéticos seleccionados por 25 «antologiadores». Esta antologia combinatória tira partido da permutação como prática criativa, pensando a edição como um motor narrativo que alia duas bases de dados: computacional e humana.

LANÇAMENTOS

Nancy in USA, de Filipe Matos (Imprensa Canalha);

Nação Estrambótica, de Manuela Praça e José Largo (Imprensa Migalha);

Mariano #2, fanzine de Tiago da Bernarda, inclui entrevistas a Tony Millionaire e Anton Kannemeyer;

Mucomorphia #2, de Filipe Felizardo (com entrevista por Marcos Farrajota);

Powerplay, de Ana Menezes (Oficina do Cego);

Luiz Pacheco Essencial, de António Cândido Franco (Maldoror);

O Gorila Errante e outras histórias, de Matilde Feitor (Imprensa Migalha);

Álbum Primo-Abrilesco, de Alphonse Allais (O Homem do Saco);

Pequenas estórias I e II, & agora, ainda, Isabel Baraona;

Linguaruda, de Sílvia Rodrigues;

Berlim : cidade sem sombras, de Tiago Baptista (Chili Com Carne)

Are e Sine, Ema Gaspar (Ed. Ema Gaspar e Isabel Baraona);

Portuguese Small Press Yearbook 2017, Catarina Figueiredo;

Cardoso (Ed. Catarina Figueiredo Cardoso e Isabel Baraona)…