Quando:
03/03/2018@17:00_19:00
2018-03-03T17:00:00+00:00
2018-03-03T19:00:00+00:00
Onde:
Casa da Cultura Setúbal
R. de Trás da Guarda 26
2900-225 Setúbal
Portugal

A Devir Manga Portugal inaugura a Exposição Tsuru, na Casa Da Cultura | Setúbal no sábado, dia 3 de março, pelas 17 horas.

A coleção Tsuru (que significa grou), das Edições Devir é inspirada na ave Grus Japonensis, símbolo de permanência e longevidade. Reúne autores japoneses clássicos e contemporâneos inovadores, reconhecidos pela sua contribuição para a arte da banda desenhada e também, para a cultura japonesa.

Jiro Taniguchi (1947-2017) nasceu em Tottori, no Japão. Terceiro de três irmãos, tinha uma saúde frágil, pelo que passou muito tempo da sua infância a desenhar e ficou profundamente marcado pelo grande incêndio de Tottori de 1952, que destruiu a casa onde a família vivia.
A sua extensa obra assenta na sua experiência pessoal e na atenta observação dos seus semelhantes e do quotidiano, retratado através dos pequenos nadas que o compõem, o tornam a um tempo único universal e lhe conferem uma imensa credibilidade.
Nestes livros, profundamente humanos nas histórias que narram, expondo emoções e traçando retratos impressivos, espelham-se sentimentos positivos e um reconhecimento sincero às tradições culturais, apoiando-se na família e na infância como forma de redescobrir as origens e quem se é hoje. Traduz também, uma ligação muito forte e um grande respeito pela natureza e os animais.
O Homem que passeia é o relato de um homem que contempla os subúrbios da sua cidade, caminhando devagar e observando. Nas páginas deste livro reaprendemos a olhar, talvez a viver, mais atentos às pequenas coisas.

Shigeru Mizuki (1922-2015), com o nome de Shigeru Mura, nasceu em Osaka, apesar de ter passado a sua infância em Sakaiminato, na prefeitura de Tottori.
Em 1942, durante a II Guerra Mundial, foi incorporado no exército nipónico e destacado para a Nova Guiné, onde perdeu o braço esquerdo num bombardeamento. Como era canhoto, mais tarde teve de aprender a desenhar com o direito.
No final da guerra regressou ao Japão, onde trabalhou como operador de teatro até 1956, quando se tornou autor de mangá.
Ao longo da sua carreira, Shigeru Mizuki adaptou várias das suas obras a anime e também escreveu romances de terror, livros sobre o fantástico no folclore japonês e mesmo uma enciclopédia dedicada aos monstros e espíritos presentes na sua obra.
Kitaro, a sua personagem mais popular, apareceu pela primeira vez em 1959, em Yurei Kikka, assumindo uma série própria, “Ge-Ge-Ge No Kitaro”, a partir de 1965. A cidade de Sakaiminato homenageou-o colocando pelas ruas figuras que estão presentes na sua obra.
Nonnonba, relata a infância de um rapaz oriundo de uma família modesta que constrói uma amizade com uma velha senhora, que o inicia no mundo dos Yokai, entidades sobrenaturais do folclore japonês.

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