7 anos de comics Panini Brasil em Portugal, por Bruno Silveira

7 anos de comics Panini Brasil em Portugal, por Bruno Silveira

Em junho de 2007, a Panini Brasil começou a exportar para Portugal algumas das suas revistas, nomeadamente as de Mauricio de Sousa Editora e uma seleção de títulos Marvel e DC Comics.

Apesar de serem distribuídas há 7 anos, as revistas dedicados ao género de super-heróis têm uma menor exposição nas bancas do que as de Mauricio de Sousa devido à menor tiragem importada (400 a 700 exemplares vs. 200 a 3000 exemplares).

Os potenciais 400 a 700 leitores portugueses das revistas Marvel e DC brasileiras têm-se queixado da dificuldade em obter as revistas, devido à política de distribuição das mesmas, bem como de não existir cuidado em exportar para Portugal as minisséries e especiais com ligação direta com os títulos mensais (o que não lhes permite ler as sagas completas) e da incerteza de conseguirem seguir as bandas desenhadas que lhes interessam devido às alterações nas composições das revistas brasileiras (ora uma personagem é publicada numa revista que é exportada para Portugal, ora passa a ser publicada numa revista que não é exportada, e vice-versa). Além destes problemas relatados pelos leitores, resilientes ao ponto de continuarem a adquirir as revistas brasileiras, apesar de todos estes constrangimentos major, o mais recente problema é a numeração das revistas. Enquanto a numeração era simples, a importação decorreu sem intermitências. A partir do momento em que incluíram números zero (entre os n.ªs 12 e 13 das revistas da DC Comics) e casas decimais (por exemplo, a X-Men #134.1, entre o #134 e #135), não houve o cuidado de  exportar para Portugal as revistas deste modo numeradas, criando ainda uma maior insatisfação entre os leitores, ao não lhes permitir seguir devidamente as histórias das BD.

Como praticamente não acompanhei nestes 7 anos as importações das revistas Panini Brasil, solicitei ao leitor Bruno Silveira que nos documentasse e opinasse sobre a presença destas revistas no nosso país, o que prontamente realizou. Obrigado, Bruno, por documentares este capítulo recente da banda desenhada importada.

Podem ler aqui.

10 comentários em “7 anos de comics Panini Brasil em Portugal, por Bruno Silveira

  1. Obrigado, Enanenes. Se acham que o artigo contém algumas incorreções ou se têm sugestões ou opiniões a tecer, estejam à vontade para o fazer.

  2. Mais importante de tudo é que o artigo chegue à Panini e que a própria editora faça a sua análise, e porque não, que responda ao artigo.

    1. Manuel:
      Fica documentada uma realidade que poucos conhecerão, a menos que a tenham vivido.
      E será que a Panini España, Brasil e Itália conhece este cenário? E se sim, importa-se?
      Abraço,
      Nuno

      1. Não sei dizer podem não saber mas é muito mal gerido.Quer via Brasil quer via Espanha.A panini italia nao se parece importar.Já Espanha e Brasil nao conhecem ou nao querem conhecer o mercado mas são meras subidiarias da casa mae.Logo não decidem muito era muito mais simples quando era a Abril jovem quando haviam verdadeiras montras de bds nos quiosques.

        1. Quanto há Panini, a questão é desinteresse, porque o nosso mercado é minorca e não interessa, até porque vende muito pouco.

          Quanto à Abril Jovem / Controljornal, é um belo exemplo. Tínhamos tudo até ao final de 1997 e de repente ficámos sem nada.

  3. É um artigo muito completo e que não deve dar nada pouco trabalho a concluir, e merece a minha admiração.
    Quanto ao assunto em causa, a ideia que passa é de que não há, ou há pouca coordenação entre as sucursais espanhola e brasileira, sendo que ambas estão a competir no nosso mercado. À brasileira provavelmente não convirá perder mais estas parcas centenas de exemplares porque representam lucro puro. Assim como assim, se a espanhola fizesse o mesmo com as suas edições espanholas ficaríamos melhor servidos porque cá chegariam mais rapidamente, sem problemas alfandegários e certamente em melhores condições (para além da própria qualidade superior das edições).

      1. Não existe competição nenhuma. Existe é desinteresse pelo mercado português da Panini, só isso. E não é a partir da Panini PT, BR, ES, IT, é Panini em termos gerais. E havendo desinteresse, o nível de atuação acaba por ser menos competente.

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