jonathan7Dia 08 de junho é distribuído com o jornal Público, em parceria com a Asa, o sétimo tomo da coleção dedicada à série Jonathan, da autoria de Cosey. A banda desenhada Kate foi serializada na revista belga Tintin em 1980, sendo publicada entre fevereiro e abril de 1981 na revista Tintin nacional, sem ter direito a nenhum tipo de republicação em Portugal durante 35 anos.

Editada no mercado franco-belga pela Le Lombard em 1981, em 1982 seria galardoada com o prémio para o melhor álbum no Festival Internacional de BD de Angoulême, na altura denominado Prix Alfred du meilleur album.

O volume é supostamente para ser lido ao som do álbum Out of the Woods (1978) da banda de jazz norte-americana Oregon, The Kick Inside (1978) da britânica Kate Bush e The Freewheelin’ Bob Dylan (1968) do músico norte-americano.

Eis a sinopse da editora:
Jonathan pretende comprar uma belíssima thanka no mercado de Srinagar, mas Kate, uma jovem americana, oferece ao vendedor o dobro do preço e acaba por arrematá-la. Para se desculpar, a jovem convida o nosso herói para uma recepção na Embaixada dos E.U.A., a fim de lhe oferecer uma outra thanka da sua colecção. Aí, ambos descobrem uma paixão comum pela cultura indiana e Jonathan deixa-se convencer a alinhar numa expedição em busca do lendário “Castelo do Pássaro Branco”. Pelo caminho, Kate manifesta receios inexplicados…

  1. Kate
    Kate (1980)
    8 de junho
    Edição anterior em Portugal: Tintin #39 a #48 (13.º ano)
    Prémio do Melhor Álbum no FIBD Angoulême em 1982jonathan7_m

coseyCOSEY (n. 1950)
Bernard Cosandey, que adopta o nome artístico de Cosey, nasceu em Lausanne (Suíça), a 14 de Junho de 1950. Aos 16 anos inicia a sua aprendizagem como ilustrador numa agência de publicidade. Conhece em 1970 Derib, um autor suíço consagrado (Attila, Buddy Longway e Yakari), que o apoia e encoraja a criar as suas próprias histórias.
Cosey publica as suas primeiras bandas desenhadas em 1971, no diário belga Le Soir – três episódios da série Monfreid et Tilbury, com argumentos
de A. P. Duchâteau. Entre 1971 e 1972 assina ainda o desenho das aventuras do repórter Paul Aroïd no jornal diário suíço 24 Heures, depois editadas em álbum com o título Le Retour de la Bête (1972).
Mas é sem dúvida em 1975 que o talento e a originalidade de Cosey irrompem definitivamente, com a publicação na revista Tintin da primeira aventura de Jonathan, intitulada Souviens-toi, Jonathan. Leitor apaixonado de Jung e dos pensadores orientais, Cosey explorará nos anos seguintes, com grande sucesso, o universo deste seu herói singular, que tem tanto de sonhador e contemplativo como de destemido e aventureiro.
Em 1984 publica o primeiro álbum do díptico À la Recherche de Peter Pan, obra que assinala uma nova e fundamental viragem na sua carreira criativa, tendo-se dedicado ao longo da década seguinte a criar sobretudo histórias longas – Le Voyage en Italie (1988-1989), Orchidéa (1990), Saïgon-Hanoï (1992), Joyeux Noël, May (1995), Zeke Raconte des Histoires (1999), Une Maison de Frank L. Wright et Autres Histoires d’Amour (2003) ou Le Boudha d’Azur (2005).
Entretanto, em 1997, após um hiato de 11 anos, o autor regressa a Jonathan, série que continua a alimentar até aos dias de hoje.
Galardoado com inúmeros prémios, entre os quais o Prémio para o Melhor Álbum de 1982 (Kate, da série Jonathan) e o Prémio para o Melhor Argumento de 1991 (álbum Saïgon-Hanoï) no Festival Internacional de BD de Angoulême, Cosey, argumentista, desenhador e colorista, tornou-se conhecido pelo estilo original das suas bandas desenhadas, que narram aventuras em torno de personagens sempre cativantes. Apaixonado pela Ásia, o autorpercorreu exaustivamente as remotas regiões de Ladakh, Amdo e Kham, bem como o Nepal, o Tibete central e a China, em busca de inspiração para as suas personagens.

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nota: imagens cedidas pela editora.