jonathan8A coleção Jonathan da Asa distribuída com o jornal Público é composta por uma seleção de 10 títulos da homónima série franco-belga da autoria de Cosey. Os 7 primeiros álbuns (1 dos quais, inédito no nosso país), constaram das obras escolhidas, mas o mesmo não aconteceu com o oitavo.

De seu título O Privilégio da Serpente (Le privilège du serpent), esta BD foi serializada na revista belga Tintin em 1981, sendo publicada entre março e julho de 1982 na revista Tintin nacional, sem ter direito a nenhum tipo de republicação em Portugal. Publicada em 21 partes, pode ser lida nos números 44 a 52 do 14.º ano e 1 a 12 do 15.º ano da revista portuguesa Tintin. Supostamente, é para ser lida ao som de Ambient 1: Music for Airports (1978) de Brian Eno, G.I. Gurdjieff: Sacred Hymns (1980) de Keith Jarrett e Gli uccelli, suite per piccola orchestra P 154 (1928) de Ottorino Respighi.

Quanto à coleção da Asa, prossegue no dia 15 de junho com Neal e Sylvester. Esta banda desenhada foi serializada na revista belga Tintin em 1982, sendo publicada em álbum pela Le Lombard no ano seguinte. Trata-se de uma BD inédita em Portugal. O volume é supostamente para ser lido ao som do álbum QE2 (1980) de Mike Oldfield e After the Rain (1976) de Terje Rypdal.

Eis a sinopse da editora:
Com o início da monção, Jonathan dirige-se para a planície. Pelo caminho encontra Neal e Sylvester, sendo que o primeiro é filho de um artista e o segundo é o amigo imaginário do primeiro. O rapaz anda à procura do pai, desaparecido enquanto realizava uma gigantesca escultura de tela na montanha. Foi descoberto um corpo com os documentos do artista, mas Neal não acredita nesta morte. E a verdade é que, quanto mais Neal se aproxima do seu objectivo, mais Sylvester se apaga do seu espírito…

Neal e Sylvester
Neal et Sylvester (1982)
15 de junho
Inédito em Portugaljonathan8_m


coseyCOSEY (n. 1950)
Bernard Cosandey, que adopta o nome artístico de Cosey, nasceu em Lausanne (Suíça), a 14 de Junho de 1950. Aos 16 anos inicia a sua aprendizagem como ilustrador numa agência de publicidade. Conhece em 1970 Derib, um autor suíço consagrado (Attila, Buddy Longway e Yakari), que o apoia e encoraja a criar as suas próprias histórias.
Cosey publica as suas primeiras bandas desenhadas em 1971, no diário belga Le Soir – três episódios da série Monfreid et Tilbury, com argumentos
de A. P. Duchâteau. Entre 1971 e 1972 assina ainda o desenho das aventuras do repórter Paul Aroïd no jornal diário suíço 24 Heures, depois editadas em álbum com o título Le Retour de la Bête (1972).
Mas é sem dúvida em 1975 que o talento e a originalidade de Cosey irrompem definitivamente, com a publicação na revista Tintin da primeira aventura de Jonathan, intitulada Souviens-toi, Jonathan. Leitor apaixonado de Jung e dos pensadores orientais, Cosey explorará nos anos seguintes, com grande sucesso, o universo deste seu herói singular, que tem tanto de sonhador e contemplativo como de destemido e aventureiro.
Em 1984 publica o primeiro álbum do díptico À la Recherche de Peter Pan, obra que assinala uma nova e fundamental viragem na sua carreira criativa, tendo-se dedicado ao longo da década seguinte a criar sobretudo histórias longas – Le Voyage en Italie (1988-1989), Orchidéa (1990), Saïgon-Hanoï (1992), Joyeux Noël, May (1995), Zeke Raconte des Histoires (1999), Une Maison de Frank L. Wright et Autres Histoires d’Amour (2003) ou Le Boudha d’Azur (2005).
Entretanto, em 1997, após um hiato de 11 anos, o autor regressa a Jonathan, série que continua a alimentar até aos dias de hoje.
Galardoado com inúmeros prémios, entre os quais o Prémio para o Melhor Álbum de 1982 (Kate, da série Jonathan) e o Prémio para o Melhor Argumento de 1991 (álbum Saïgon-Hanoï) no Festival Internacional de BD de Angoulême, Cosey, argumentista, desenhador e colorista, tornou-se conhecido pelo estilo original das suas bandas desenhadas, que narram aventuras em torno de personagens sempre cativantes. Apaixonado pela Ásia, o autorpercorreu exaustivamente as remotas regiões de Ladakh, Amdo e Kham, bem como o Nepal, o Tibete central e a China, em busca de inspiração para as suas personagens.

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nota: imagens cedidas pela editora.