O álbum que Matthieu Bonhomme dedicou ao cowboy que dispara mais rápido do que a própria sombra.

Colocado à venda durante o Coimbra BD 2020 no passado fim de semana e com data de distribuição no canal livreiro agendada para 12 de março, O Homem que Matou Lucky Luke, da autoria de Matthieu Bonhomme tem direito a duas edições com capa diferente, uma delas exclusiva da Fnac.

Publicado no mercado franco-belga em 2016, ano em que se comemoraram os 70 anos da criação do famoso personagem por Morris, O Homem que Matou Lucky Luke inaugurou a série Lucky Luke (vu par…), na qual cada autor faria a sua homenagem ao cowboy que dispara mais rápido que a própria sombra. No entanto, até ao momento, somente seria editado mais um álbum nessa série no ano seguinte, Jolly Jumper ne répond plus, da autoria de Guillaume Bouzard. Curiosamente, na Alemanha, após a edição destes dois álbuns, em 2019 foi editado um terceiro volume na série alemã (Lucky Luke Hommage) concebido pelo autor de BD alemão Mawil e editado pela Egmont, intitulando-se o álbum Lucky Luke sattelt um.

Quanto à capa da edição portuguesa exclusiva da Fnac de O Homem que Matou Lucky Luke, corresponde à capa da versão em preto e branco do álbum no mercado franco-belga.

O álbum recebeu o Prémio belga Saint-Michel de Melhor Álbum em 2016 e os Prémios do Público Cultura e dos Liceus no festival de Angoulême em 2017.

Clique nas imagens para as visualizar em toda a sua extensão:

Eis a sinopse da editora:

Destruí a lenda! Matei Lucky Luke!
Ao chegar a Frog Town numa noite de tempestade, Lucky Luke, além de ter de enfrentar o bando dos irmãos Bones, não imaginava que estava prestes a encontrar o homem que o iria matar.
Matthieu Bonhomme criou esta maravilhosa homenagem ao cowboy de Morris por ocasião do 70.º aniversário da personagem, num álbum vencedor do prémio do público em Angoulême, reinventando o cowboy solitário criado por Morris numa magnífica história que, entre outras revelações, explica o motivo por que Lucky Luke deixou de fumar!
A estreia d’A Seita na BD franco-belga, numa edição que conta com duas capas diferentes, uma delas exclusiva das lojas FNAC.

Nascido em Paris, em 1973, Matthieu Bonhomme formou-se em Artes Aplicadas e iniciou-se na BD como assistente de Christian Rossi, o desenhador que substituiu Jean “Moebius” Giraud como desenhador da série Jim Cutlass – o “outro” western a que o desenhador do Tenente Blueberry esteve ligado. Grande fã do western, Bonhomme confessa que “aprendi a desenhar com Lucky Luke, série que foi um dos pilares da minha formação como leitor,” e, logo no início da sua carreira, abordou o género. Mas a verdade é que os seus anteriores trabalhos em BD, desde L’Age de la Raison, até às séries Marquis d’Anaon, Le Voyage d’Esteban e Messire Guillaume, abordavam outras épocas e outros temas.
A ideia de escrever e desenhar uma aventura de Lucky Luke não veio só do aniversário da personagem, pois o autor é o primeiro a afirmar que “há mais de dez anos que pedia às edições Dupuis que me dessem uma oportunidade de o fazer. (…) Não sabia que eles já estavam a refletir na preparação dos 70 anos da personagem em 2016”. Respeitando o passado de Lucky Luke, aproveitou como ponto de partida da história, a única limitação que a editora lhe impôs: a de não poder mostrar o cowboy solitário com um cigarro na boca. Como o próprio referiu: “quis assim descobrir o que levou Lucky Luke a deixar de fumar”. Vencedor de vários prémios em Angoulême ao longo da sua carreira, Bonhomme regressou recentemente ao período do western com a sua série Charlotte Impératrice, sobre a princesa belga que se tornou Imperatriz do México em 1864.

O Homem que Matou Lucky Luke
Matthieu Bonhomme
Editora: A Seita
Páginas: 72, a cores
Encadernação: capa dura
Dimensões: 230 x 320 mm
ISBN: 9789895457465 | 9789895457472 (Fnac)
PVP: 16,95€

SOBRE O AUTOR |

Nuno Pereira de Sousa
Nuno Pereira de SousaAdministrador
Fundador e administrador do site, com formação em banda desenhada. Consultor editorial freelance e autor de livros e artigos em diferentes publicações.