O último álbum duplo da série de Jodorowsky e Jérémy.

A Arte de Autor é uma das poucas editoras de banda desenhada que continua a cumprir o seu plano editorial, apesar do atual encerramento das livrarias nesta fase da pandemia de COVID-19. A novidade deste mês é o final da série Os Cavaleiros de Heliópolis, com a edição do segundo e último álbum duplo, que reúne os episódios 3 e 4 desta tetralogia, Rubedo e Citrinitas.

O álbum já pode ser adquirido no site da editora, sendo enviado por serviço postal aos leitores a partir de 14 de abril. A editora informa ainda de que está a realizar uma campanha promocional pascoal entre 9 e 12 de abril para aquisições realizadas diretamente à editora.

Clique nas imagens para as visualizar em toda a sua extensão:

Eis a sinopse da editora:

O destino de Luís XVII, que morreu aos 10 anos nas masmorras da prisão do Templo, é, com o Homem da Máscara de Ferro, um dos maiores mitos da História de França. Um destino romanesco que o genial Jodorowsky rescreveu com galhardia numa grandiosa fábula iniciática e esotérica. O traço virtuoso de Jeremy dá a Os Cavaleiros de Heliópolis a força de um fresco épico, onde se cruzam os segredos da alquimia e os arcanos da História. Com  a publicação deste álbum fica completa a saga.

III – RUBEDO – A OBRA AO VERMELHO
Não o deixaram tornar-se rei de França.
Diante de Napoleão, Asiamar não conseguiu decidir-se a realizar a sua missão até ao fim. Embora pudesse ter mudado o curso da história com um golpe de espada, mostrou-se excessivamente bondoso. Preferiu deixar que a parte feminina da sua dupla identidade se exprimisse e beijou o Imperador. Hoje, por causa desse fracasso, comparece diante dos Cavaleiros de Heliópolis. Porque, para cumprir o seu destino, um verdadeiro Alquimista deve também saber mostrar-se cruel. Aprender a domar essa crueldade, é a essência mesma de Rubedo, a obra ao vermelho, a terceira prova alquímica. Talvez a mais difícil de todas. Será Asiamar capaz de a superar?

IV – CITRINITAS – A OBRA AO AMARELO
A alquimia reserva-lhe um destino mais grandioso.
1888. No refúgio dos Cavaleiros de Heliópolis, Asiamar prepara-se, aos cento e dez anos de idade, para levar a cabo o último ritual da sua iniciação, Citrinitas, a obra ao amarelo, que lhe permitirá reencontrar a juventude e viver por mil anos. É agora tempo de conhecer também o segredo dos Cavaleiros, guardado pelo seu mestre. Porque este precisa do poder de todos seus discípulos para salvar a humanidade. Mas, antes disso, encarrega Asiamar de uma missão: enfrentar a última grande ameaça à sua ordem. Um mutante assassino de mulheres que assola as noites enevoadas de Londres, a capital do mundo moderno: Jack, o Estripador!

Alejandro Jodorowski, artista polivalente, é um dos maiores argumentistas de banda desenhada, com contribuições maiores nos géneros do fantástico e da ficção científica e na criação de universos místicos inesquecíveis. Simultaneamente escritor, argumentista e poeta místico, Alejandro Jodorowski nasceu a 17 de fevereiro de 1929 em Iquique, uma pequena cidade chilena. Filho de emigrantes judeus russos em fuga aos pogroms. Deixou o Chile em 1951, indo para Paris. Aí frequenta os surrealistas, escreve rábulas para o Mimo Marceau e também para Maurice Chevalier. Criou o grupo Panique com Roland Topor e Fernando Arrabal, movimento artístico provocador e burlesco, em 1962. Em 1965, Jodorowski vai viver uma dezena de anos no México. Aí roda dois filmes, El Topo e La Montagne Sacré. Lá inicia também a sua carreira de argumentista de banda desenhada, criando a personagem Anibal 5, desenhada por Manuel Moro. Em 1978, Jodorowski e Moebius assinam juntos o seu primeiro álbum comum, Les Yeux du Chat, e é dois anos mais tarde que se lançam em Les Aventures de John Difool. Jodorowski depressa se tornará um dos mais célebres argumentistas de banda desenhada com as séries Alef-Thau (como Arno), Le Lama Blanc, o remake de Anibal 5 e Juan Solo (com Georges Bess), John Difool avant l’Incal (com Zoran Janjetov), Face de lune (com Boucq), La Caste des Méta-Barons (com Juan Gimenez), para citar apenas alguns… Jodorowski recebeu o Alph’art de Melhor Argumento em 1996, em Angoulême, pelo primeiro volume de Juan Solo. Criou, em 2001, a série de sucesso Bouncer, desenhada por Boucq, cujos volumes 8 e 9 são publicados pela Arte de Autor. Está neste momento em curso a publicação da série Os Filhos de El Topo ilustrada por Ladrönn, tendo sido o volume 1 publicado em Setembro 2019 e próximo volume previsto para 2.º semestre 2020.

Jérémy, nascido em 1984, começa aos 17 anos ao lado de Philippe Delaby como colorista de Murena. Continuando a pôr a cor nesta série, tal como em La Complainte des landes perdues, tira algum tempo para realizar uma banda desenhada de piratas, Barracuda, com guião de Jean Dufaux. Após a morte do seu mestre Phillipe Delaby, Jérémy aceita terminar as 21 pranchas que faltam do volume 4 do segundo ciclo de La Complainte des landes perdues. Depois de ter encerrado a série Barracuda como um sexto volume, inicia Os Cavaleiros de Heliópolis, uma série histórico-fantástica sobre os cavaleiros alquimistas durante a revolução francesa.

Os Cavaleiros de Heliópolis Vol. 2: Rubedo | Citrinitas
Alejandro Jodorowsky & Jérémy
Editora: Arte de Autor
Páginas: 112, a cores
Encadernação: capa dura
Dimensões: 232 x 310 mm
ISBN: 978-989-54514-5-6
PVP: 24,50€


SOBRE O AUTOR |

Nuno Pereira de Sousa
Nuno Pereira de SousaAdministrador
Fundador e administrador do site, com formação em banda desenhada. Consultor editorial freelance e autor de livros e artigos em diferentes publicações.