Adaptação da novela de Aquilino Ribeiro.

A novela O Malhadinhas de Aquilino Ribeiro foi publicada pela primeira vez em 1922, em Estrada de Santiago. Em 1958, o Malhadinhas surgiu em volume autónomo, juntamente com Mina de Diamantes; já então, era um dos relatos mais conhecidos do autor, tal como o era a personagem que lhe dá título.

Ao longo de dez capítulos, António Malhadas, mais conhecido por Malhadinhas, conta a sua “crónica”, ponteada de coragem, matreirice e pertinácia, a “escrivães da vila e manatas”, através de uma linguagem rústica, permeada de gíria. Por meio da analepse, o antigo almocreve lembra peripécias e façanhas que, à primeira vista, o situariam na galeria de personagens pícaras da ficção portuguesa. O Malhadinhas não se coíbe de fazer justiça pelas próprias mãos “ao longo das Terras do Demo”. Defende-se dos inimigos à navalhada e paulada.

A figura do Malhadinhas e as suas aventuras deram inclusivamente lugar a uma edição ilustrada por Bernardo Marques, publicada pela Bertrand, em 1946.

Este mês é lançado a adaptação da obra a banda desenhada por Santos Costa, numa edição do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (GICAV), Câmara Municipal de Viseu e Viseu Marca.

Santos Costa começou por fazer a adaptação primeiro num formato de duas tiras por página. Posteriormente, a pensar na edição em álbum, fê-lo em três tiras por página.

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A obra é lançada no dia 22 de agosto, concomitantemente com a inauguração de uma exposição que tem como tema “O Malhadinhas”, pelas 17h00, no Mercado 2 de Maio, em Viseu. Da mostra fazem parte algumas dezenas de cartoons realizados por autores portugueses dedicados à famosa personagem de Aquilino Ribeiro. A exposição está patente até ao dia 21 de setembro.

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Nuno Pereira de Sousa
Nuno Pereira de SousaAdministrador
Fundador e administrador do site, com formação em banda desenhada. Consultor editorial freelance e autor de livros e artigos em diferentes publicações.