Sonno Elefante de Giorgio Fratini.

Sonno Elefante – I muri hano orecchie do autor Giorgio Fratini (n. 1976, Prato, Itália) foi editada no início de 2008 em Itália pela BeccoGiallo em capa mole. Uns meses mais tarde, de modo a assinalar o 34.º aniversário da Revolução do 25 de Abril, foi editada no nosso país pela Campo das Letras com o título As paredes têm ouvidos – Sonno Elefante, novamente em capa mole. Em outubro do mesmo ano, a obra foi galardoada com o Prémio Romics 2008 – Festival de Banda Desenhada de Roma na categoria de Melhor Livro Italiano.

Doze anos mais tarde, é reeditado pela Levoir como o quinto volume da sua coleção Novela Gráfica (série VI), sendo o único álbum que não é inédito da coleção deste ano. Entre a ficção e a documentação que o autor realizou para elaborar a sua obra, esta banda desenhada regressa desta forma à memória coletiva dos portugueses.

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Eis a sinopse da editora:

Arquitecto e autor de Banda Desenhada, o italiano Giorgio Fratini viveu em Portugal no ano 2000 ao abrigo do programa Erasmus, tendo voltado nos anos seguintes. Foi numa dessas visitas a Lisboa que descobriu que o edifício no Chiado que albergou a sede da polícia secreta de Salazar ia ser demolido e transformado num condomínio de luxo. Acontecimento que o inspirou a escrever o seu primeiro livro de banda desenhada, As Paredes Têm Ouvidos, para resgatar do esquecimento a memória daqueles que passaram pela sinistra morada.
Era uma vez uma rua, era uma vez um edifício, era uma vez uma ditadura. Esse edifício era a sede da PIDE, na rua António Maria Cardoso, ao Chiado. Uma casa cujas paredes conservaram muitas histórias e outras tantas tragédias.
O enredo contempla uma história de resistência anti-fascista e o seu acompanhamento da delação e prisão, em dois momentos históricos distintos, 1970 e 2006.
Partindo das recordações de Marisa, uma imigrante cabo-verdiana cozinheira no restaurante Filho da Mãe Preta, seguimos os destinos de duas vítimas da PIDE: o seu filho Zé, estudante de arquitectura, a quem as teorias construtivistas deixaram em apuros, e o pintor Léon, caricaturista clandestino, que depois de ter falado uma primeira vez após ter sido torturado decidiu nunca mais abrir a boca fechando-se para o mundo, adormecendo como o elefante mutilado da canção de Paolo Conte para só se deixar acordar pela morte.
“A cidade é Lisboa, a de ontem. E as cidades são assim, como as paredes das casas e dos quartos… Testemunham em silêncio… E se acordam do sono do esquecimento, podem contar a história das vozes, dos gritos e dos silêncios que foram obrigados a acolher.” – Roberto Francovilla

As Paredes Têm Ouvidos – Sonno Elefante
Giorgio Fratini
Editora: Levoir
Páginas: 120, preto e branco
Encadernação: capa dura
Dimensões: 170 x 240 mm
ISBN: 9789896828554
PVP: 10,90€

SOBRE O AUTOR |

Nuno Pereira de Sousa
Nuno Pereira de SousaAdministrador
Fundador e administrador do site, com formação em banda desenhada. Consultor editorial freelance e autor de livros e artigos em diferentes publicações.