Sensibilização para o rastreio do cancro do cólon e do reto.

As doenças oncológicas são a segunda causa de morte mais frequente em Portugal e a que tem maior tendência para aumentar, devido ao envelhecimento da população e as modificações de estilos de vida. No entanto, o aumento dos sucessos terapêuticos contribui para o aumento significativo do número de sobreviventes de cancro, tendo esta população necessidades particulares, tanto em termos clínicos como sociais.

O Programa de Rastreio do Cancro do Cólon e Reto está já há alguns anos em vigor no nosso país, tendo como população alvo os utentes dos 50 aos 74 anos, de ambos os sexos, inscritos nas unidades de cuidados de saúde primários. Este rastreio está alinhado com o Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, contribuindo para uma redução da mortalidade associada a tumores.

O rastreio do cancro do cólon e do reto (CCR) é feito através da realização da pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) a cada 2 anos. Caso a PSOF seja positiva, dever-se-á realizar a colonoscopia. Este rastreio de base populacional é suportado e sustentado pelo Serviço Nacional de Saúde no nosso país.

A importância do rastreio do CCR prende-se com dois factores – por um lado, a sua elevada incidência em Portugal; por outro lado, se o diagnóstico de CCR é realizado num estadio precoce, a sobrevivência dos utentes ultrapassa os 90%.

A associação belga Stop Darmkanker (Stop Cancro do Cólon) produziu uma banda desenhada da autoria do fundador da associação (Dr. Luc Colemont) e do ilustrador Mario Boon para sensibilizar a população para a importância do rastreio.

Tem sido editada pela belga Standaard Uitgeverij em diversos países, tendo tido em Portugal o apoio da Fundação Ageas (tendo a seguradora Grupo Ageas Portugal direito a meia página publicitária disfarçada de conteúdo informativo), das Farmácias Portuguesas, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação Millennium BCP e da Médis, sem nenhuma articulação com o nosso Serviço Nacional de Saúde. 

Distribuído gratuitamente em conjunto com o jornal Expresso, este livro de banda desenhada apresenta ainda um dossier final com um making of do mesmo, onde, entre outras curiosidades, se pode descobrir que o nome original do “nosso” João é Dirk.

Clique nas imagens para as visualizar em toda a sua extensão:

Eis a sinopse:

Hoje em dia, fazer cinquenta anos não é nenhuma proeza. Para o João também não foi. Por amor às filhas e à Cidade Eterna de Roma, venceu mais uma vez o medo de voar. Porém, ao regressar, a sua vida foi fortemente perturbada quando lhe é diagnosticado um cancro no cólon. Como se estivesse numa montanha russa, João sofre uma profunda depressão e encontra um novo amor.
Na Antiga Roma um candidato a gladiador demorava em média seis meses a atingir o objetivo. Não é uma coincidência nesta história que a quimioterapia para o cancro do cólon demore mais ou menos o mesmo tempo. Tanto Julius como o João descobrem que a vida é um combate que vale a pena.
O cancro do cólon é uma doença ainda pouco divulgada. O doutor Luc Colemont e a associação belga sem fins lucrativos ‘Stop Darmkanker’ (Stop Cancro do Cólon) fundada por ele, lutam incansavelmente para informar o público da importância da deteção precoce do cancro do cólon. Quanto mais informação, maior a probabilidade de diminuir o grau de incidência desta doença. Partilhar informação pode salvar vidas.

João – A Vida, um Combate que Vale a Pena
Luc Colemont, Mario Boon
Editora: Standaard Uitgeverij (Bélgica)
Páginas: 56, a cores
Encadernação: capa mole
Dimensões: 217 x 288 mm
ISBN: 978-99-032-5233-4
PVP: gratuito, distribuição com jornal Expresso (4,00€)

SOBRE O AUTOR |

Nuno Pereira de Sousa
Nuno Pereira de SousaAdministrador
Fundador e administrador do site, com formação em banda desenhada. Consultor editorial freelance e autor de livros e artigos em diferentes publicações.
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