Dez anos de edições Quarto de Jade.

Esta exposição que se apresenta no Museu Bordalo Pinheiro, com início a 13 de outubro de 2021, às 18h30, insere-se no âmbito comemorativo dos 10 anos de existência do selo editorial Quarto de Jade, complementando a exibição que decorreu entre maio e junho na Livraria – Galeria Tinta nos Nervos.

Se na primeira mostra, desta colaboração entre a Livraria e o Museu, a incidência foi no trabalho gráfico individual dos autores Maria João Worm e Diniz Conefrey, agora a exposição – órgão do qual resulta o logótipo da Quarto de Jade – circunscreve-se exclusivamente a originais ou livros que foram publicados na chancela editorial que ambos partilham.

A exposição está patente até 30 de janeiro de 2022, no horário de 3.ª feira a domingo, entre as 10h00 e as 18h00.

Eis o texto dos autores na folha de sala:

Foi após dois anos, em 2011, que o título Quarto de Jade passou de denominação do site, onde divulgamos e comercializamos o nosso trabalho, para transitar como nome do selo das nossas edições que então se estreava com a publicação do livro Os Animais Domésticos.
Na sua linha editorial, o Quarto de Jade respira uma vontade poética ao publicar narrativas, dando forma a imagens sequenciais, enquanto linguagem de fusão, além da simbiose entre texto e imagem. Nesse sentido, tem realizado as suas edições em duas vertentes: o livro como objecto e a narrativa gráfica como ensaio.
Dos títulos que publicámos até agora poderíamos destacar O Amor Perfeito de Maria João Worm, Os Labirintos da Água de Diniz Conefrey a partir de textos de Herberto Hélder, Histórias Naturais de Jules Renard, com ilustrações de Maria João Worm, Planície Pintada, enquanto colaboração de ambos, adaptando narrativas ameríndias para banda desenhada, Floema Dorsal de Diniz Conefrey ou o mais recente Tu És os Meus Olhos de Maria João Worm.

Maria João Worm (Lisboa, 1966)
A consciência do tempo levou-a ao cinema de animação na Escola António Arroio; depois, fez um curso técnico-profissional de cerâmica. De escultura no Porto transferiu-se para pintura na Faculdade de Belas-Artes em Lisboa. Colaborou em revistas, livros e jornais, publicando ilustrações e narrativas gráficas. Tem usado a técnica de linogravura como “um encontro feliz entre escultura e pintura”. Das suas exposições de pintura e gravura, destacam-se A colecção particular de “A” em 2006 na galeria Monumental e A Fonte das Palavras em 2013 na Casa das Histórias Paula Rego. Em 2012, recebeu o Prémio Nacional de Ilustração, com o livro «Os Animais Domésticos», edições Quarto de Jade 2011.

Diniz Conefrey (1965)
Poeta ilustrador lisboeta que tem na Cidade do México uma morada sentimental. Adicionou à formação autodidata o curso de desenho na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Nas últimas três décadas participa, como ilustrador e autor
de narrativas gráficas, em diversos jornais, revistas e editoras a par de ter efetuado alguns cursos de formação. Foi bolseiro do Estado mexicano em 2005, 2007 e 2015. Criou, com Maria João Worm, a chancela editorial Quarto de Jade, onde tem vindo a publicar alguns livros da sua autoria. Simultaneamente, colaborou com a Pianola Editores, além de ter mantido uma presença assídua na revista Cão Celeste. É autor dos livros de poesia No coração de Agave – Douda Correria, 2017, Afluentes de Adobe, com Alexandre Sarrazola e Maria João Worm – Quarto de Jade, 2018 e Um fio atravessa a noite – Companhia das Ilhas, 2020.

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