Livro infantil de Miguelanxo Prado.

Quando publicámos a entrevista que realizámos a Miguelanxo Prado há 2 anos, alguns dos nossos leitores ficaram curiosos sobre qual seria a obra de Prado de qual tinham sido retirados os hipopótamos que figuravam numa imagem composta presente na nossa entrevista.

A resposta era Amani, um livro infantil, editado pela Retranca (em galego) e a Astronave (em castelhano), na qual o autor aborda a importância de se aceitar a si próprio, bem como as novas formas de compreender a masculinidade no presente século.

É com esta obra que a Ala dos Livros inaugura a sua chancela Ala dos Livros Infantil, sendo o segundo livro publicado pela editora que não é de banda desenhada.

Clique nas imagens para as visualizar em toda a sua extensão:

Eis a sinopse da editora:

Os hipopótamos são considerados os animais mais perigosos de África. Apesar disso, o Amani é um hipopótamo tranquilo e simpático, que prefere ter amigos a ter rivais, procurando nas margens do rio a melhor forma de ser feliz sem incomodar os outros. Embora a manada de que faz parte não perceba esta sua atitude, e contrariando as expectativas da família, Amani prefere ser fiel a si mesmo e viver a vida como deseja.

Miguel Prado nasceu em La Coruña (Espanha), em 1958. Enquanto estudante de arquitetura, publicou o seu primeiro trabalho de banda desenhada no fanzine Xofre. Colaborou na década de 80 com diversas publicações e revistas espanholas como Creepy, Comix Internacional, Zona 84, El Jueves, Cairo e Cimoc. Estes trabalhos viriam posteriormente a ser compilados em álbum. Tendo por base um herói radiofónico, constrói com Fernando Luna o detetive privado Manuel Montano. Publicada pela primeira vez na revista Cairo, e posteriormente em álbum com o título O Manancial da Noite, seria com esta comédia policial que Prado viria a obter o seu primeiro Alph’Art para Melhor Álbum Estrangeiro no Festival Internacional de Angoulême, em 1991. Mas foi com Traço de Giz (1992), uma experiência de uma realidade impossível, com narrativa intimista e coloração magnífica, que Prado alcançou o maior reconhecimento pelo seu trabalho, obtendo um segundo Alph’Art (1994) e inúmeros prémios a nível internacional. Das suas inúmeras obras, espalhadas entre outras, pela ilustração, pintura ou cinema de animação, destaca-se Carta de Lisboa (obra de 1995, que em Portugal conheceu 3 versões bilingues), a qual resulta de uma viagem a Portugal com o escritor Éric Sarner, a adaptação a BD de Pedro e o Lobo de Prokofiev (1996), ou, ainda em 1996, a ilustração do livro A Lei do Amor de Laura Esquível. Refira-se ainda, em 1998, uma participação na série animada Men in Black, para a qual desenhou os personagens. Prado é desde 1998 diretor do Salão de BD Viñetas desde el Atlântico, em A Coruña. Em 2003, trabalhou com Neil Gaiman em The Sandman: Endless Nights – Dream: The Heart of a Star. O seu filme de animação De Profundis, no qual trabalhou durante quatro anos, estreou em 2007 e foi seleccionado para os prémios Goya. Em 2009, ingressa na Real Academia Galega de Belas Artes. A sua banda desenhada Ardalén, publicada em 2012, volta a granjear-lhe vários prémios. Ardalén é, até à data, a sua obra mais extensa e, segundo o próprio, “é uma história sobre a memória pessoal. A memória como essência da nossa existência, da perceção da nossa própria vida.” À sua BD Ardalén, segue-se, em 2020, O Pacto da Letargia.

Amani
Miguelanxo Prado
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 40, a cores
Encadernação: capa dura
Dimensões: 230 x 290 mm
ISBN: 978-989-53275-5-3
PVP: 18,00€

SOBRE O AUTOR |

Nuno Pereira de Sousa
Nuno Pereira de SousaAdministrador
Fundador e administrador do site, com formação em banda desenhada. Consultor editorial freelance e autor de livros e artigos em diferentes publicações.