Mafalda: Feminino Singular

Mafalda: Feminino Singular

mafalda: feminino singular

Mafalda: Feminino Singular, uma compilação temática de tiras da autoria de Quino.

Em 22 de novembro de 2018, a chancela Lumen da divisão espanhola do Penguin Random House Grupo Editorial, reuniu num só volume as tiras da série Mafalda, da autoria de Quino, que considerou serem feministas. A editora Lola Albornoz foi a responsável por essa antologia, denominada Mafalda: Feminino Singular.

Em fevereiro de 2024, a Iguana publicou no nosso país tal antologia. Inclusivamente, dado ser o ano em que se comemoram os 60 anos de Mafalda, a Iguana já anunciou que no outono vai ser reeditado o álbum Toda a Mafalda, o qual compila todas as tiras e apresenta testemunhos de personalidades do nosso tempo.

Todas as tiras feministas da Mafalda reunidas num só livro.
A Mafalda, a irreverente menina que encantou gerações com a sua visão bem-humorada do mundo em que vivemos, é uma das mais ilustres feministas do nosso tempo. As tiras reunidas neste volume dão bem conta do caráter feminista desta criança que, aos seis anos, questiona o papel da mulher no mundo, e que não está disposta a tornar-se uma dona de casa de classe média dedicada às tarefas domésticas.
Sessenta anos após a sua criação, e com a luta pelos direitos das mulheres mais do que nunca no centro das atenções, a leitura que a Mafalda faz do mundo mantém-se extremamente atual. As vinhetas do genial Quino assumem hoje uma força extraordinária e ajudam-nos a tomar consciência do caminho percorrido e a percorrer para alcançar a igualdade entre homens e mulheres.

Quino, pseudónimo de Joaquín Salvador Lavado, foi um autor de banda desenhada, caricaturista e ilustrador argentino que nasceu em 1932 e que faleceu no dia 30 de setembro de 2020, com oitenta e oito anos. Formou-se em Belas-Artes e trabalhou desde então como desenhador, mas só viu o seu trabalho devidamente reconhecido quando, de uma campanha publicitária malsucedida, nasceu Mafalda, a sua personagem mais emblemática. As tiras de Mafalda foram publicadas ao longo de dez anos em vários jornais argentinos, tendo alcançado um enorme sucesso em diversos países e sido traduzidas para inúmeras línguas. Quino foi distinguido várias vezes. Recebeu o Troféu Palma de Ouro do Salão Internacional de Humorismo de Bordighera, o Prémio B’nai B’rith Derechos Humanos e o Prémio Quevedos de Humor Gráfico (2001). Em 2014, ganhou o prestigiado Prémio Príncipe das Astúrias na categoria de Comunicação e Humanidades.

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