Os Prémios Bandas Desenhadas têm por fim promover anualmente a banda desenhada produzida e editada em Portugal, através da distinção dos melhores lançamentos editoriais de autores nacionais e estrangeiros.

As nomeações das obras concorrentes aos Prémios Bandas Desenhadas têm uma particularidade – são realizadas ao longo do ano, cada uma delas correspondendo a um trimestre editorial, formalmente designado pela estação do ano que vigora na maioria do seu período. Deste modo, ao longo de cada ano, são anunciadas as Nomeações de Inverno, de Primavera, de Verão e de Outono (antropomorfizadas por Daniel Maia e Susana Resende), bem como as finais Nomeações Extemporâneas, as quais contemplam obras avaliadas pelos jurados após o anúncio do trimestre a que as mesmas digam respeito. Deste modo, assegura-se a possibilidade de contemplar obras que, por questões de acessibilidade ou de outra ordem logística, são alvo de apreciação após o trimestre em que foram publicadas.

Tendo o nosso Observatório identificado a edição de mais de 275 publicações de banda desenhada em 2020, graças ao trabalho desenvolvido ao longo do ano pelo nosso site, a grande maioria foi alvo de leitura atenta, sendo essa apreciação de tantas obras pelos jurados uma das características fundamentais que o distingue de outros prémios atribuídos em Portugal na área da Banda Desenhada. Tal como as nomeações, a atribuição dos prémios foi realizada pela equipa nuclear do site – Carla Ramos, Nuno Pereira de Sousa, Rodrigo Ramos e Susana Figueiredo -, com experiência prévia enquanto jurados na premiação de obras de banda desenhada. Lutando contra o habitual binómio gosto/não gosto que é tão frequente no meio, tiveram em conta critérios relacionados com a natureza narrativa e gráfica das obras, tais como a execução, originalidade, pertinência e novidade do tema ou meios utilizados, entre outros.

Ao realizar apenas uma nomeação por categoria em cada trimestre, o júri congratulou-se com a existência do debate gerado internamente em cada uma dessas ocasiões, dado nalgumas categorias existir mais do que um candidato forte. Tal foi ainda mais exigente para a seleção de vencedores, com o confronto dos escolhidos nas diferentes Estações do Ano de 2020.

A pandemia de COVID-19 impossibilitou-nos mais uma vez de celebrar a edição de banda desenhada no nosso país como gostaríamos, pelo que optámos pelo anúncio formal online dos vencedores no dia 29 de março de 2021.

Numa altura em que leitores e famílias estão sujeitas a uma pior acessibilidade e uma maior necessidade de utilização da internet – seja para teletrabalho, seja para o ensino à distância – optámos por comunicar os vencedores num formato de artigo, ao invés de vídeo ou outros formatos que obrigassem a uma maior largura de banda.

Esperemos que o anúncio dos Vencedores dos Prémios Bandas Desenhadas 2021 possa ocorrer numa conjuntura diferente daquela em que vivemos atualmente.

Sem mais delongas, apresentamos os Vencedores de 2020. Relembramos que ao realizar apenas uma nomeação por categoria em cada trimestre, como vários autores e editores nos têm apontado, está-se na verdade a eleger o “vencedor” de cada trimestre. Tal não deixa de ser verdade e, mais do que nunca, nunca os Nomeados estiveram tanto de parabéns como com estes Prémios. Cada um representa o Melhor do período em que foi considerado, “confrontando-se” os escolhidos pelas diferentes Estações do Ano nesta última seleção de vencedores.

Melhor Publicação Nacional com Distribuição Comercial

Balada para Sophie – Filipe Melo & Juan Cavia (Tinta da China)

O Prémio de Melhor Publicação Nacional com Distribuição Comercial foi atribuído à campeã de verão de 2020, Balada para Sophie, da autoria de Filipe Melo e Juan Cavia, editada pela Tinta da China. A obra distingue-se pelo conjunto do trabalho desenvolvido, com um argumento cativante e ilustrações delicadas e expressivas. De leitura prazerosa, é considerada pelo júri como a melhor obra do duo até ao momento, consagrando Filipe Melo como um grande argumentista.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Inverno: O Penteador – Paulo J. Mendes (Escorpião Azul)
  • Primavera: Desvio – Ana Pessoa & Bernardo P. Carvalho (Planeta Tangerina)
  • Outono: Planeta Psicose – Ricardo Santo (Escorpião Azul)
  • Extemporânea: O Corvo: Inconsciência Tranquila – Luís Louro (Ala dos Livros)

Melhor Publicação Nacional com Distribuição Alternativa

UltraSaiyanJedi is streaming Tactical Arena: Apocalypse, March 11th (Twitch is like the fun side of the military-industrial-surveillance complex) – Mao (Massacre)

Relembra-se que consideramos Distribuição Alternativa as publicações que não usam como canais de distribuição nem as livrarias nem os pontos de venda de periódicos. UltraSaiyanJedi is streaming Tactical Arena: Apocalypse, March 11th (Twitch is like the fun side of the military-industrial-surveillance complex), da autoria de Mao, editado no inverno pela Massacre e com direito a nomeação extemporânea, conquistou o júri graças à cuidada experimentação realizada com o intuito de criar uma nova linguagem para a BD através da transmedialização de uma plataforma de streaming de videojogos para a banda desenhada. Tendo o autor o cuidado de tornar a sua leitura extremamente acessível, independentemente da experiência do leitor enquanto gamer ou leitor de BD, é a prova de que a criação de um novo modelo não gera necessariamente incompreensão no leitor, um dos passos essenciais quando se pretende contribuir para a evolução e diversificação do meio.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Inverno: Marcos 2020 – autor anónimo (Os Positivos)
  • Primavera: Weak – Kachisou (Bubok)
  • Verão: Ciclos de Sono – Lucas Moreira (ed. autor/Blurb Books)
  • Outono: Planeta Satélite número 2 – Ricardo Baptista (Planeta Satélite)

Melhor Argumento em Publicação Nacional

Balada para Sophie – Filipe Melo (Tinta da China)

Após as palavras referentes à atribuição do Prémio de Melhor Publicação com Distribuição Comercial, não será de admirar que a obra galardoada com o Prémio de Melhor Argumento Nacional seja igualmente a campeã de verão de 2020, Balada para Sophie, com argumento de Filipe Melo, editada pela Tinta da China.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Inverno: O Penteador – Paulo J. Mendes (Escorpião Azul)
  • Primavera: Desvio – Ana Pessoa (Planeta Tangerina)
  • Outono: Planeta Psicose – Ricardo Santo (Escorpião Azul)
  • Extemporânea: UltraSaiyanJedi is streaming Tactical Arena: Apocalypse, March 11th (Twitch is like the fun side of the military-industrial-surveillance complex) – Mao (Massacre, 2020)

Melhor Ilustração em Publicação Nacional

Balada para Sophie – Juan Cavia (Tinta da China)

Relembra-se que, conforme consta do regulamento, nesta categoria considera-se que a nacionalidade em causa é a da obra e não a do ilustrador, não impedindo (imerecidamente) autores de nacionalidade estrangeira serem nomeados em categorias referentes a obras nacionais. O Prémio de Melhor Ilustração Nacional é atribuído à campeã de verão, Balada para Sophie, ilustrada por Juan Cavia e editada pela Tinta da China.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Inverno: O Penteador – Paulo J. Mendes (Escorpião Azul)
  • Primavera: Weak – Kachisou (Bubok)
  • Outono: Planeta Psicose – Ricardo Santo (Escorpião Azul)
  • Extemporânea: O Corvo: Inconsciência Tranquila – Luís Louro (Ala dos Livros)

Melhor Antologia Nacional

TLS Series vol. 4: Raízes (A Seita)

Para efeito destes Prémios, as categorias referentes a Antologias apenas contemplam a compilação de obras de autores distintos, sem um fio condutor entre as BD propostas. A obra vencedora do Prémio Melhor Antologia Nacional foi a campeã da primavera TLS Series vol. 4: Raízes, editada por A Seita e com bandas desenhadas da autoria de Ana Branco, Bárbara Lopes, Filipe Andrade, Marta Teives, Nuno Saraiva, Pedro Moura, Quico Nogueira e Ricardo Cabral. O derradeiro volume da série antológica dos membros, ex-membros e colaboradores do The Lisbon Studio, revelou-se o seu melhor número em termos de equilíbrio das propostas apresentadas, estando também as mesmas perfeitamente adequadas à temática editorialmente proposta.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Inverno: Pentângulo #3 (Chili Com Carne)
  • Verão: Umbra n.º 2 (Umbra)
  • Outono: (não atribuído)
  • Extemporânea: Outras Bandas n.º 2 (Tágide)

Melhor BD curta editada em Antologia Nacional

“Sem Cuecas nem Soutien” – Nuno Saraiva (TLS Series vol. 4: Raízes – A Seita)

A BD campeã de primavera, “Sem Cuecas nem Soutien“, da autoria de Nuno Saraiva, publicada na obra TLS Series vol. 4: Raízes de A Seita, foi a BD curta vencedora desta categoria. Se o desenho de Saraiva dispensa apresentações, nesta pequena BD tem um olhar tanto nostálgico como crítico à infância de toda uma geração que se banqueteava com um infindável desfilar de propostas da RTP, das animações às séries e filmes de aventuras, sobre as quais se inventavam divertidas canções de gosto duvidoso ou se emulavam as brincadeiras com índios, cowboys e os demais brinquedos disponíveis. Em suma, Saraiva, como por magia, permite uma viagem no tempo que não deixa ninguém da sua geração indiferente.

Menção Honrosa – BD curta editada em Antologia Nacional

“Construção” – Francisco Sousa Lobo (Pentângulo #3 – Chili Com Carne)

Publicada na antologia Pentângulo #3, resultante da parceria entre a Chili Com Carne e o Ar.Co- Centro de Arte e Comunicação Visual, à BD curta “Construção”, da autoria de Francisco Sousa Lobo, foi atribuída uma Menção Honrosa pelos jurados. Nesta BD, inspirada numa capa de um número da série antológica de banda desenhada norte-americana Raw, o autor reflete sobre o que está para lá da aparência da banda desenhada.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Verão: “Uma aventura C.O.I.J.A.: Camping Gás” – Filipe Abranches, Pedro Moura e Bárbara Lopes (Umbra n.º 2 – Umbra)
  • Outono: (não atribuído)
  • Extemporânea: “Fake News” – Mário André (Outras Bandas n.º 2 – Tágide)

Melhor Publicação Estrangeira

O Pacto da Letargia – Miguelanxo Prado (Ala dos Livros)

A banda desenhada O Pacto da Letargia, o primeiro volume da Trilogia do Tríscelo, da autoria de Miguelanxo Prado, editada pela Ala dos Livros, foi o livro galardoado pelos jurados para o Prémio de Melhor Publicação Estrangeira. Para além da qualidade do trabalho gráfico, a obra distingue-se, do ponto de vista narrativo, por se aproximar, de um modo geral, de temáticas coletivas e, em particular, do binómio culpa/responsabilidade mundial, o que a torna peculiar.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Primavera: O Castelo dos Animais vol. 1: Miss Bengalore – Xavier Dorison & Félix Delep (Arte de Autor)
  • Verão: Descender vol. 8: A Guerra das Máquinas – Jeff Lemire & Dustin Nguyen (G. Floy)
  • Outono: Shangai Dream – Philippe Thirault & Jorge Miguel (Arte de Autor/A Seita)
  • Extemporânea: Karmen – Guillem March (Levoir)

Melhor Argumento em Publicação Estrangeira

A História de uma Serva: novela gráfica (baseada na obra de Margaret Atwood) – Renée Nault (Bertrand)

A História de uma Serva: novela gráfica, baseada na obra de Margaret Atwood, a campeã de inverno, com argumento adaptado e ilustrações de Renée Nault e editada no nosso país pela Bertrand, foi a BD galardoada com o Prémio de Melhor Argumento em Publicação Estrangeira. Se a obra original de Atwood é atualmente um importante alerta sobre diversos movimentos à escala global que tentam restringir os direitos que as mulheres conquistaram, Nault realiza uma adaptação original, cuidadosamente planeada, que merece a maior atenção.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Primavera: O Castelo dos Animais vol. 1: Miss Bengalore – Xavier Dorison (Arte de Autor)
  • Verão: Descender vol. 6: A Guerra das Máquinas – Jeff Lemire (G. Floy)
  • Outono: Pulp – Ed Brubaker (G. Floy)
  • Extemporânea: 1984 (baseada na obra de George Orwell) – Fido Nesti (Alfaguara)

Melhor Ilustração em Publicação Estrangeira

O Pacto da Letargia – Miguelanxo Prado (Ala dos Livros)

O desenho feito a pluma, com tinta chinesa, acompanhada da cor originada por pigmentos acrílicos, trabalhados com técnica de aguarela, por transparências, conquistou o júri, o qual galardoou O Pacto da Letargia, o primeiro volume da Trilogia do Tríscelo, da autoria de Miguelanxo Prado, editada pela Ala dos Livros, com o Prémio de Melhor Ilustração em Publicação Estrangeira.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Primavera: Mattéo: Terceira Época (Agosto de 1936) – Jean-Pierre Gibrat (Ala dos Livros)
  • Verão: Monstress vol. 4: Os Escolhidos – Sana Takeda (Saída de Emergência)
  • Outono: Shangai Dream – Jorge Miguel (Arte de Autor/A Seita)
  • Extemporânea: Karmen – Guillem March (Levoir)

Melhor Publicação de Humor

As Aventuras de Lucky Luke segundo Morris vol. 9: Um Cowboy no Negócio de Algodão – Jul & Achdé (ASA)

A Melhor Publicação de Humor é uma categoria sui generis, pois contempla registos vários, desde tiras humorísticas a cartoons. Por outro lado, é uma das categorias que não distingue as publicações nacionais das estrangeiras, devido ao facto da aposta modesta que a edição nacional faz no género. A importância e contemporaneidade das temáticas abordadas em As Aventuras de Lucky Luke segundo Morris vol. 9: Um Cowboy no Negócio de Algodão, da autoria de Jul e Achdé e editado pela ASA, valeram-lhe o Prémio para Melhor Publicação de Humor.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Inverno: Bia e o Unicórnio vol. 7: Chapéus Há Muitos, Unicórnio! – Dana Simpson (Nuvem de Letras)
  • Primavera: Memórias de um Homem em Pijama – Paco Roca (Levoir)
  • Verão: Baby Blues vol. 37: Vá para Fora cá Dentro – Rick Kirkman e Jerry Scott (Bizâncio)
  • Outono: Vida de Adulta – Raquel sem Interesse (Suma de Letras)

Melhor Série de Publicações

Descender – Jeff Lemire & Dustin Nguyen (G. Floy)

Descender, da autoria de Jeff Lemire e Dustin Nguyen, cujo quarto volume já tinha tido direito à nomeação para Melhor Ilustração Estrangeira em 2019, foi a escolha do júri para o Prémio de Melhor Série de Publicações. Esta série de ficção científica editada pela G. Floy chegou ao seu final, e se obras como Inteligência Artificial ou, inclusivamente, Galactica, podem ser citadas como influências, os autores conseguiram construir uma obra original sobre a interdependência entre humanos e máquinas e indagar qual o lugar de cada um no universo.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Primavera: Verões Felizes – Zidrou & Jordi Lafebre (Arte de Autor)
  • Verão: Harrow County – Cullen Bunn & Tyler Crook (G. Floy)
  • Outono: Deuses Americanos (baseada na obra de Neil Gaiman) – P. Craig Russell & Scott Hampton (Saída de Emergência)
  • Extemporânea: Criminal – Ed Brubaker & Sean Phillips (G. Floy)

Melhor Edição

Druuna Tomo 4: Planeta Esquecido | Clone – Paolo E. Serpieri (Arte de Autor)

Nesta categoria, os jurados têm em conta não só as bandas desenhadas propriamente ditas mas também o seu suporte físico e a qualidade dos conteúdos extras à própria BD. Deste modo, a nível de Melhor Edição, o júri galardoou Druuna Tomo 4 – Planeta Esquecido | Clone, da autoria de Paolo E. Serpieri, editado pela Arte de Autor. A edição distinguiu-se não apenas pelos acabamentos da obra mas também pela inclusão de extras, a nível de ilustração e banda desenhada.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Primavera: Blake e Mortimer: O Último Faraó – François Schuiten, Jaco Van Dormael & Thomas Gunzig (ASA)
  • Verão: Rever Paris (edição integral) – Benoît Peeters & François Schuiten (Levoir)
  • Outono: Druuna Tomo 5: Aquela que vem do Vento – Paolo E. Serpieri (Arte de Autor)
  • Extemporânea: (não atribuído)

Melhor Reedição

Corto Maltese: Fábula de Veneza – Hugo Pratt (Arte de Autor)

Nesta categoria, os jurados têm em conta não só as bandas desenhadas propriamente ditas mas também o seu suporte físico e a qualidade dos conteúdos extras à própria BD, no sentido de avaliar o valor acrescentado da nova edição dessa BD. A obra vencedora em 2019 foi Fábula de Veneza, a campeã de verão, um volume em capa dura, com papel e impressão de qualidade, que a Arte de Autor dedica à série Corto Maltese de Hugo Pratt, a preto e branco, com um dossier complementar colorido, ofuscando as anteriores edições nacionais desta importante obra da história da banda desenhada.

Eis os restantes nomeados nesta categoria:

  • Inverno: O Morro da Favela – André Diniz (Polvo)
  • Primavera: Batman: Asilo Arkham – Grant Morrison & Dave McKean (Levoir)
  • Outono: Alice: Edição Especial – Luís Louro (Ala dos Livros)
  • Extemporânea: Os Escorpiões do Deserto: Obra Completa vol. 2 – Hugo Pratt (Ala dos Livros)

Congratulamos todos os vencedores! Agradecemos ainda a todos os nomeados o trabalho e empenho que tornou tão rico o ano de 2020. Relembramos que, para além destas obras, muitas, muitas outras merecem a atenção dos leitores habituais e pouco habituais deste meio que é a banda desenhada, destacando o nosso site mensalmente um conjunto de dezenas de propostas, onde constam as melhores leituras e releituras que a equipa nuclear do Bandas Desenhadas vai realizando ao longo do ano.