O 27.º volume de As Aventuras de Blake e Mortimer.

Desde que a série As Aventuras de Blake e Mortimer foi relançada com assinalável sucesso em 1996, nove anos após o falecimento do seu criador, Edgar P. Jacobs, foram constituídas várias equipas criativas que tentam assegurar a publicação periódica de álbuns.

O argumentista Jean Dufaux só tinha contribuído com um álbum até ao momento, o 22.º, lançado em 2013 e com o título A Onda Septimus. Não será portanto de estranhar que esta sua segunda incursão na série com O Grito do Moloch seja praticamente uma sequela daquele.

Tal como em A Onda Septimus, Étienne Schréder é um dos dois desenhadores da banda desenhada, sendo, no entanto, desta feita, acompanhado por Christian Cailleaux, que ainda não tinha contribuído para a série até este momento.

Este lançamento em Portugal pela ASA ocorre em simultâneo com o lançamento mundial da obra, tendo, como é hábito, editado duas versões com capas diferentes, uma delas exclusivamente comercializada pela Fnac.

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Eis a sinopse da editora:

Em A Onda Septimus, a ameaça de um engenho extraterrestre, batizado Orfeu, foi ultrapassada graças ao sacrifício de Olrik. Desde então, o “coronel” vive em reclusão num asilo psiquiátrico.
Ao tentar chamar à razão o seu velho adversário, Philip Mortimer utiliza a célebre expressão do xeque Abdel Razek (“Por Hórus, para!”) e descobre que existe um outro Orfeu. A bordo de um cargueiro transformado em laboratório secreto, Mortimer encontra o estranho piloto desta máquina vinda de outro mundo: um alienígena com forma humana, sombrio e hierático, a que os cientistas deram o nome de “Moloch”, a divindade bíblica. Mas as reações deste Moloch, bem como os hieróglifos que deixa por onde passa e que constituem outras tantas mensagens indecifráveis, fazem temer o pior.
Mais uma vez a capital britânica está em perigo. A menos que Olrik se disponha novamente a fazer de herói…
Com este álbum, que bem poderia intitular-se A Onda Septimus 2, Jean Dufaux conjuga ficção científica, aventura e loucura num belíssimo tributo à obra de Jacobs, secundado pelo traço sugestivo e preciso do trabalho a quatro mãos de Christian Cailleaux e Étienne Schréder, que retratam uma Londres eterna, digna d’A Marca Amarela.

Jean Dufaux frequentou o Instituto de Artes de Difusão de Paris e mais tarde tirou um curso de Psicanálise da Arte, onde aprendeu diferentes procedimentos cinematográficos que viriam a influenciar os seus argumentos de Banda Desenhada. Iniciou a sua carreira profissional como jornalista da Cine-presse, revista destinada aos profissionais de cinema. Antes de se consagrar definitivamente à BD escreveu novelas e peças de teatro para crianças. Os seus primeiros trabalhos de BD foram publicados na revista Tintin e em 1983 escreve, em parceria com Vernal, a série Brelan de Dames, desenhada por Renaud. Em 1985 escreve as aventuras de Melly Brown, desenhadas por Musquera, e em 1986 começa a colaborar com a Dargaud, publicando La Toile et la Dague e, sobretudo, Beautifica Blues, desenhada por Griffo. 1987 é um ano de ouro para Dufaux, que cria Jessica Blandy, desenhada por Renaud, a primeira personagem a quem confere um forte perfil psicológico que viria a ser característica dos seus trabalhos. Considerado como um dos argumentistas mais originais dos anos 80 e 90, as suas obras, baseadas muitas vezes na literatura e no cinema, sucedem-se a um ritmo eletrizante e em todos os géneros, desde o policial ao histórico, do fantástico ao western.

Christian Cailleaux nasceu em 1967, em La Garenne-Colombes, nos arredores de Paris, e licenciou-se em Filosofia, tendo depois frequentado a École Nationale d’Art de Cergy. Ilustrador (imprensa infantil, revistas de viagens e generalistas) e publicitário – para além de péssimo trompetista, como o seu herói de Les Imposteurs –, viajou muito por África, onde animou inúmeros ateliês de desenho numa quinzena de países desse continente. Esta sua experiência servirá de tema de fundo à sua primeira publicação profissional na área da banda desenhada, há cerca de dez anos: as aventuras de Arthur Blanc-Nègre, dois álbuns com argumento de Sallé, hoje em dia esgotados. Assina depois a solo o argumento e os desenhos da maior parte das suas obras seguintes. Após duas viagens à Índia, em 2005 e 2006, as suas experiências neste novo continente são relatadas em Tchaï Masala, publicado em 2007. Ainda sobre viagens e locais remotos, publicou em 2008, em colaboração com o escritor Bernard Giraudeau, um novo álbum intitulado R97 – Les Hommes à la Terre.

Étienne Schréder nasceu em Bruxelas, em 1950. Fez os seus estudos na área do Direito e da Criminologia, tendo depois trabalhado em dois estabelecimentos prisionais. Após ter publicado alguns trabalhos na revista À Suivre, Schréder decide mudar de atividade profissional, dedicando-se por completo ao desenho e à BD. Participa então na elaboração gráfica do filme Taxandria e publica diversos álbuns em diferentes editoras, entre os quais O Segredo De CoimbraTrabalha com vários argumentistas, como François Schuiten, Ted Benoit ou Alain Goffin. Já tinha trabalhado na série Blake e Mortimer, nomeadamente no tomo 2 de A Maldição dos Trinta Denários e em A Onda Septimus.

As Aventuras de Blake e Mortimer vol. 27: O Grito do Moloch
Jean Dufaux, Christian Cailleaux, Étienne Schréder
Editora: ASA
Páginas: 56, a cores
Encadernação: capa dura
Dimensões: 22,8 x 29,9 cm
ISBN: 9789892349572 | 9789892349589 (capa exclusiva Fnac)
PVP: 15,90€

SOBRE O AUTOR |

Nuno Pereira de Sousa
Nuno Pereira de SousaAdministrador
Fundador e administrador do site, com formação em banda desenhada. Consultor editorial freelance e autor de livros e artigos em diferentes publicações.